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Tecnologia de aplicação garante uso seguro de defensivos
Foto: Reprodução

Publicação da Embrapa Soja e Unicentro reforça orientações para uso seguro e eficiente de defensivos agrícolas no campo

A correta tecnologia de aplicação de pesticidas é determinante para a eficiência e a segurança na produção de alimentos.

 

Com esse foco, a Embrapa Soja (PR) e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) reuniram orientações práticas voltadas aos desafios enfrentados no uso de defensivos agrícolas em condições de campo. As informações integram a publicação Tecnologia de Aplicação de Pesticidas, que será lançada durante o Show Rural Coopavel 2026, em Cascavel (PR).

 

De acordo com o pesquisador Dionísio Gazziero, da Embrapa Soja, todo processo de controle, desde o diagnóstico até a aplicação do produto, deve observar critérios técnicos e ambientais. “O uso de pesticidas requer equipamentos em boas condições, regulagem adequada e conhecimento técnico para atingir o alvo com segurança humana e ambiental”, destaca.

 

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Lançamento ocorre durante o Show Rural Coopavel


A publicação será apresentada na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, durante o Show Rural Coopavel 2026. Assinam o material os pesquisadores Cleber Maciel, Dionísio Gazziero, Rafael Theisen, Luiz Gustavo Bridi e Fernando Adegas.

 

Os autores ressaltam que a eficiência da aplicação depende da escolha correta do produto, do respeito às recomendações técnicas e do monitoramento das condições climáticas. “Desde o momento em que a calda sai do pulverizador até atingir o alvo, seguir as orientações é essencial para evitar perdas e contaminações”, complementa Gazziero.

 

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E TAMANHO DAS GOTAS INFLUENCIAM RESULTADOS


Fatores ambientais exercem grande peso sobre a eficiência da aplicação. Ventos fortes, baixa umidade e altas temperaturas aumentam riscos de deriva e evaporação. Segundo Cleber Maciel, as condições ideais envolvem velocidades de vento entre 3,2 e 6,5 km/h, umidade mínima de 55% e temperatura inferior a 30 °C.

 

O tamanho das gotas também é decisivo. Gotas muito finas favorecem a cobertura, mas ficam mais suscetíveis à deriva; gotas maiores reduzem contaminações e atendem melhor à aplicação de herbicidas mimetizadores da auxina. “A escolha correta das pontas de pulverização e da pressão de trabalho é estratégica para evitar fitointoxicação e impacto ambiental”, observa o pesquisador da Unicentro.

 

REGULAGEM E CALIBRAÇÃO DE PULVERIZADORES SÃO PONTOS CRÍTICOS


A regulagem e calibração dos pulverizadores está entre os principais gargalos do setor. Gazziero afirma que inspeções de campo mostram alto índice de equipamentos operando com falhas, o que compromete o controle e a segurança ambiental. “A calibração correta garante que o volume de calda aplicado corresponda ao planejado, evitando desperdícios e desuniformidade”, explica.

 

Foto:Reprodução

 

Problemas como vazamentos, bicos desgastados e filtros obstruídos são comuns e reduzem a qualidade da aplicação. Para os especialistas, a manutenção preventiva, a capacitação de operadores e o respeito às condições ambientais representam medidas essenciais para aprimorar o manejo fitossanitário no país.

 

MISTURAS EM TANQUE EXIGEM ATENÇÃO


As misturas em tanque de diferentes produtos, como herbicidas, fungicidas, inseticidas e fertilizantes foliares, são prática comum no campo para otimizar tempo e custos. No entanto, exigem atenção redobrada. “Incompatibilidades físicas e químicas podem entupir bicos, formar espuma e até provocar fitotoxicidade nas culturas”, alerta Maciel.

 

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Por isso, os pesquisadores reforçam a importância de seguir estritamente as recomendações técnicas de cada produto. “O sucesso do manejo fitossanitário depende não apenas do produto, mas da forma como ele é aplicado. A capacitação e o uso consciente da tecnologia são fundamentais para garantir produtividade com segurança para o aplicador, o consumidor e o meio ambiente”, conclui Gazziero.

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