Interface cérebro-computador foi testada em paciente com esclerose lateral amiotrófica e apresentou resultados promissores
Uma nova interface cérebro-computador ainda em fase experimental pode ajudar a restaurar a voz de pessoas que perderam a capacidade de falar devido a condições neurológicas. A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Davis, nos EUA.
O teste foi realizado com um portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), que teve a atividade cerebral traduzida pelo sistema de forma instantânea enquanto conversava com sua família. Os resultados foram publicados na revista científica Nature.
“Traduzir a atividade neural em texto, que é como nossa interface cérebro-computador anterior funciona, é semelhante a enviar mensagens de texto. É uma grande melhoria em comparação com as tecnologias assistivas padrão, mas ainda leva a conversas atrasadas. Em comparação, esta nova síntese de voz em tempo real é mais como uma chamada de voz”, disse Sergey Stavisky, autor sênior do artigo.
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A interface é composta por quatro conjuntos de microeletrodos implantados cirurgicamente na região do cérebro responsável pela fala. Esses dispositivos registram a atividade dos neurônios e a enviam para computadores que interpretam os sinais para reconstruir a voz.

Foto: Reprodução
“A principal barreira para sintetizar a voz em tempo real era não saber exatamente quando e como a pessoa com perda de fala estava tentando falar”, disse Maitreyee Wairagkar, primeira autora do estudo. “Nossos algoritmos mapeiam a atividade neural para os sons pretendidos a cada momento. Isso possibilita sintetizar nuances na fala e dá ao participante controle sobre a cadência de sua voz BCI.”
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O processo é auxiliado por algoritmos avançados de inteligência artificial treinados previamente. Os dados usados foram coletados enquanto o participante tentava pronunciar palavras ao ser instigado com frases mostradas a ele na tela do computador.
Fonte: Olhar Digital