Observatório espacial Swift encerrou sua missão na quarta-feira (4), após uma tentativa frustrada de resgate; maior parte da estrutura queimou durante a passagem pela atmosfera terrestre.
Um telescópio espacial da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA) reentrou na atmosfera terrestre na quarta-feira (4), sobre a região de Sumatra do Norte, na Indonésia. O observatório Neil Gehrels Swift, que permaneceu quase 22 anos em órbita, encerrou sua missão após perder altitude e não conseguir receber uma intervenção para prolongar seu funcionamento.
Com aproximadamente 1,45 tonelada, o equipamento entrou na atmosfera por volta das 7h39, no horário da costa leste dos Estados Unidos, a cerca de 22 vezes a velocidade do som. Segundo informações da agência espacial, a maior parte da estrutura deveria ser destruída pelo calor provocado pelo atrito durante a reentrada, embora alguns fragmentos mais resistentes pudessem alcançar a superfície.
O Swift foi lançado em novembro de 2004, com uma previsão inicial de funcionamento de apenas dois anos. Durante sua trajetória, porém, superou amplamente a expectativa e se tornou uma ferramenta importante para a observação de fenômenos de alta energia no Universo, especialmente explosões de raios gama, consideradas algumas das manifestações mais intensas conhecidas pela astronomia.
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O observatório era equipado com três telescópios responsáveis por captar diferentes comprimentos de onda, incluindo raios gama, raios X e luz ultravioleta e visível. A tecnologia permitia identificar explosões cósmicas e direcionar rapidamente seus instrumentos para investigar os fenômenos, fornecendo informações utilizadas por pesquisadores de diferentes países.
Ao longo de sua missão, o equipamento detectou mais de 2 mil explosões de raios gama e contribuiu para estudos sobre supernovas, buracos negros, estrelas e outros objetos celestes. Os dados coletados pelo Swift também foram utilizados em aproximadamente 7 mil trabalhos científicos publicados.
A queda do observatório foi acelerada pela redução gradual de sua altitude orbital, influenciada pelo aumento da atividade solar. Como o equipamento não possuía sistema próprio de propulsão para corrigir a trajetória, a NASA contratou a empresa Katalyst Space para desenvolver uma missão de resgate, com uma nave robótica chamada LINK, lançada em julho de 2026.
A tentativa de resgate não teve sucesso porque a nave apresentou problemas de controle de atitude e começou a girar de maneira descontrolada, impedindo a captura do telescópio. A operação foi abandonada em agosto, e o Swift continuou em trajetória de descida até encerrar suas atividades científicas em 20 de outubro.
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A NASA informou que não havia registros imediatos de feridos ou danos provocados pela reentrada. Embora parte dos componentes pudesse resistir ao calor e atingir o solo, o risco de consequências para pessoas na superfície era considerado baixo. O encerramento da missão marca o fim de mais de duas décadas de observações que ajudaram cientistas a compreender alguns dos eventos mais energéticos do Universo.