Boletim médico aponta redução do edema cerebral enquanto investigações sobre o atentado seguem com suspeita de envolvimento do PCC.
A Polícia Militar de São Paulo informou nesta segunda-feira (29) que o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, apresentou evolução positiva no quadro clínico, mas continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Segundo o boletim médico, uma tomografia de controle apontou redução do edema cerebral. O oficial permanece sedado, sob ventilação mecânica e em monitoramento neurológico contínuo, sem registro de novas complicações desde a última atualização.
O policial foi baleado na cabeça na manhã de sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. De acordo com as investigações, ele havia acabado de sair de uma academia e aguardava o sinal abrir em sua motocicleta quando foi surpreendido por dois criminosos, também em uma moto. O garupa efetuou os disparos e a dupla fugiu logo em seguida.
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Após o ataque, o tenente recebeu atendimento do Samu e foi levado de helicóptero pelo Águia da Polícia Militar ao hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência para a retirada do projétil alojado na cabeça.
A investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aponta que o atentado foi cuidadosamente planejado. Com auxílio de imagens do sistema Smart Sampa e de câmeras de segurança, a polícia conseguiu reconstruir parte da rota de fuga dos criminosos e identificar veículos que teriam dado apoio à ação.
A motocicleta utilizada no crime foi localizada abandonada na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital paulista. A Justiça já decretou a prisão temporária de dois suspeitos, de 40 e 52 anos, investigados por fornecer suporte logístico aos executores. Um deles confessou participação no esquema, enquanto as buscas pelos autores dos disparos continuam. A polícia também apura a possível participação da facção criminosa PCC no atentado.
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O tenente Ronickson também é conhecido por ser irmão de Eloá Cristina Pimentel, vítima de um dos casos criminais de maior repercussão no país, ocorrido em 2008, em Santo André.