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Tenista com autismo banido por um ano vence o troféu da ATP
Foto: Instagram/Reprodução

Jenson Brooksby tem o terceiro pior ranking da história a vencer um torneio da ATP

Imagine ir diretamente da 172° colocação para o primeiro lugar em um ranking em que sua posição mais alta havia sido a 33°, há três anos atrás. O esporte é feito de muitas histórias de superação, e uma delas pôde ser testemunhada no último torneio da ATP de tênis. Dono do terceiro pior ranking da história do esporte, Jenson Brooksby venceu o campeonato da Associação de Tenistas Profissionais.

 

Aos 24 anos, Jenson é diagnosticado com autismo e viveu muitos altos e baixos no esporte. Seu pico até então foi o troféu do ATP 250 de Houston, vencido em cima do também norte-americano Frances Tiafoe por 6-4 e 6-2.

 

Além do diagnóstico, a conquista de Brooksby se destaca também pelo seu histórico. No último domingo (6), ele ainda estava em 172 no ranking da ATP, em que sua melhor colocação tinha sido 33 em 2022.

 

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Autista não-verbal até os quatro anos de idade e em tratamento de terapia intensiva até os dois anos, o tenista foi diagnosticado em um quadro extremo do espectro autista ainda criança. Após vencer o ATP, o atleta relembrou sua trajetória, e comentou como se sente em situações de alta pressão como finais de torneio.

 

"Eu passei por muitas adversidades na vida, seja dentro ou fora da quadra. Então, isso torna essas situações... eu ainda fico nervoso com elas e um pouco tenso, com certeza, mas isso me dá uma perspectiva diferente quando você tem que enfrentar outras coisas difíceis na vida”, afirmou.

 

O jovem é visto no tênis mundial desde 2021, quando alcançou a quarta rodada do US Open e até mesmo venceu um set contra a estrela Novak Djokovic. No entanto, três faltas em testes antidoping entre 2023 e 2024 o deram uma suspensão de 13 meses de qualquer torneio profissional.

 

Desde a suspensão, um agente passou a acompanhá-lo de perto, para que ele não perdesse os exames, como o próprio atleta contou à BBC: "Eu faço meu agente me acompanhar onde estarei, todos os dias, porque é difícil para o meu cérebro focar bem em muitas coisas diferentes".

 

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"É positivo para mim poder focar em algumas coisas simples. Mas o lado negativo é que pode haver tantas coisas acontecendo para nós, jogadores, que é difícil para minha mente lidar com tudo isso. Eu tive muito tempo para refletir sobre isso, e está no passado. Eu estou praticamente em paz com isso", disse.

 

Fonte: Metrópoles

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