Enquanto especialistas questionam a eficácia de sanções simbólicas, declarações de Teerã e Washington elevam o risco de um confronto direto no Oriente Médio
O cientista político Trita Parsi afirmou que a classificação da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista dificilmente produzirá mudanças concretas no comportamento do Irã. Segundo ele, medidas semelhantes já foram adotadas no passado sem efeito prático. “Os Estados Unidos classificam a IRGC como organização terrorista há anos e, ainda assim, aqui estamos, à beira da guerra”, observou.
A nova designação ocorre em um momento de crescente instabilidade regional e coincide com recentes advertências feitas por Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã com ações militares caso o país se recuse a assinar o que ele descreveu como um acordo nuclear “justo”.
Do lado iraniano, o discurso também endureceu. O primeiro vice-presidente do país, Mohammad Reza Aref, declarou que o Irã deve “se preparar para um estado de guerra”, conforme informou a agência estatal IRNA. Segundo ele, caso o confronto seja imposto, Teerã reagirá militarmente. “Se nos for imposto, nos defenderemos, e o fim da guerra não será com nossos inimigos”, afirmou.
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Autoridades americanas reforçaram que o uso da força segue como uma opção. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, destacou que alternativas militares permanecem sobre a mesa caso os esforços diplomáticos não avancem. Durante uma reunião de gabinete na quinta-feira (29), ele afirmou que o governo norte-americano não permitirá que o Irã desenvolva armas nucleares.
“Quando o presidente Trump disse que não permitiríamos um Irã nuclear, que eles não teriam uma bomba nuclear, ele estava falando sério”, declarou Hegseth. “Estaremos preparados para entregar tudo o que este presidente espera do Departamento de Defesa”, completou.
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Diante do agravamento do cenário, a Organização das Nações Unidas fez um apelo por contenção. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que todas as partes priorizem a diplomacia como forma de reduzir as tensões e evitar uma crise de grandes proporções. Segundo ele, um conflito poderia gerar consequências devastadoras para todo o Oriente Médio.