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Tensão no Golfo: EUA anunciam ataques a embarcações iranianas e lançam operação no estreito de Ormuz
Foto: Divulgação

Confronto de versões e operação militar ampliam tensão no estreito de Ormuz, enquanto negociações tentam evitar agravamento do conflito.

A escalada de tensões no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (4), após o ex-presidente dos EUA Donald Trump afirmar que forças americanas realizaram ataques contra embarcações iranianas no estratégico Estreito de Ormuz. Segundo ele, sete barcos teriam sido bombardeados após ações consideradas hostis por parte do Irã.

 

De acordo com a versão americana, os ataques ocorreram após embarcações iranianas abrirem fogo contra navios de países que não participam diretamente do conflito, incluindo uma embarcação sul-coreana. O governo dos EUA também anunciou o início da operação “Projeto Liberdade”, com o objetivo de escoltar navios retidos na região e garantir a segurança da navegação.

 

A operação envolve cerca de 15 mil militares, mais de 100 aeronaves e navios de guerra equipados com mísseis guiados. Segundo Trump, a iniciativa tem caráter humanitário, já que milhares de embarcações enfrentam escassez de suprimentos após semanas de bloqueio.

 

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Por outro lado, o governo do Irã contestou a versão americana. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica classificou as alegações como falsas e afirmou que forças iranianas teriam atingido um destróier dos EUA informação negada pelo Comando Central americano.

 

Apesar do clima de confronto, há sinais de tentativa de diálogo. Trump mencionou conversas consideradas “positivas” com o Irã sobre um possível plano de paz mediado pelo Paquistão. Entre as exigências iranianas estariam o fim do bloqueio naval e a retirada de forças americanas da região.

 

Em meio às negociações, o Paquistão informou que 22 tripulantes de um navio iraniano apreendido pelos EUA serão devolvidos, gesto interpretado como tentativa de reduzir tensões.

 

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No cenário internacional, membros da Organização das Nações Unidas criticaram as ações que afetam o tráfego marítimo global. Já o chefe da Organização Marítima Internacional alertou para a situação crítica de cerca de 20 mil marinheiros que permanecem retidos há semanas na região. 

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