Vídeos mostram invasão em massa de migrantes à cidade espanhola de Ceuta
O sonho de chegar à Europa terminou em tragédia para dezenas de migrantes que tentaram atravessar a fronteira entre Marrocos e a cidade espanhola de Ceuta, no norte da África. O Ministério do Interior marroquino informou neste domingo (2) que pelo menos 11 pessoas morreram durante a tentativa de entrada no território espanhol.
Segundo as autoridades, dez vítimas morreram afogadas enquanto tentavam atravessar o mar, e outra perdeu a vida após cair de uma área rochosa entre a cidade marroquina de Fnideq e Ceuta.
Do lado espanhol, o número de mortes já chega a pelo menos 72 pessoas, segundo balanço oficial. No entanto, autoridades de Ceuta afirmam que 88 corpos foram retirados do mar e encaminhados ao necrotério, indicando que o total de vítimas ainda pode aumentar após a identificação dos mortos.
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O governo marroquino atribuiu o movimento migratório em massa à atuação de redes de tráfico humano e à circulação de informações falsas nas redes sociais, que teriam criado a ideia de que seria fácil entrar no território europeu sem consequências legais.
"O uso malicioso de plataformas digitais, a disseminação de informações enganosas e a atuação de redes criminosas contribuíram para criar uma falsa percepção sobre a facilidade de entrada no espaço europeu", afirmou o porta-voz do Ministério do Interior do Marrocos, Rachid El Khalti.
Nos últimos dias, milhares de pessoas chegaram ao enclave espanhol. Estimativas das autoridades indicam que mais de 60 mil migrantes cruzaram para Ceuta, mas grande parte foi devolvida ao Marrocos após acordos entre os dois países.
Segundo as Forças de Segurança da Espanha, cerca de 73,5 mil pessoas já deixaram a cidade desde quinta-feira. O retorno foi acelerado pela presença de militares espanhóis na região e por um acordo de repatriação rápida firmado entre Espanha e Marrocos.
A GUARDA CIVIL ESPANHOLA REFORÇOU A FISCALIZAÇÃO NA FRONTEIRA E INSTALOU UMA BARREIRA FLUTUANTE DE APROXIMADAMENTE 500 METROS PARA DIFICULTAR NOVAS TRAVESSIAS.
A crise também provocou tensão política na Espanha, enquanto organizações de defesa dos direitos humanos cobram explicações sobre as condições enfrentadas pelos migrantes e o tratamento dado durante as devoluções.
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Ceuta, território espanhol localizado no continente africano, possui cerca de 83 mil habitantes e é uma das principais portas de entrada para migrantes que tentam alcançar a Europa em busca de melhores condições de vida.