Terapia celular combate o câncer com as próprias células de defesa do paciente após modificação genética em laboratório. Ministério da Saúde diz que a Anvisa acompanhará o estudo, o que deve agilizar aprovação
Um estudo envolvendo a terapia celular CAR-T desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) apontou resultados animadores no tratamento de pacientes com linfoma não Hodgkin. Segundo os dados divulgados, nove em cada dez participantes apresentaram redução significativa da doença após receberem o tratamento experimental.
A terapia utiliza células de defesa do próprio paciente, que são retiradas, modificadas em laboratório e posteriormente reintroduzidas no organismo para identificar e destruir as células cancerígenas. O método é considerado uma das maiores inovações da medicina no combate a cânceres hematológicos.
De acordo com os pesquisadores, os resultados reforçam o potencial da tecnologia brasileira como alternativa para pacientes que não responderam aos tratamentos convencionais ou que enfrentam casos mais agressivos da doença. O estudo também observou índices relevantes de remissão e controle do câncer em parte dos participantes.
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O tratamento vem sendo desenvolvido no Centro de Terapia Celular da USP, em Ribeirão Preto, e faz parte de um esforço nacional para ampliar o acesso a terapias avançadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, versões comerciais da terapia CAR-T podem custar milhões de reais por paciente em outros países e na rede privada.
Especialistas destacam que os resultados ainda precisam ser acompanhados a longo prazo, mas avaliam que os números representam um avanço importante para a oncologia brasileira. Caso a eficácia continue sendo confirmada nas próximas etapas dos estudos, a expectativa é que o tratamento possa beneficiar um número cada vez maior de pacientes no futuro.
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O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático e pode apresentar diferentes níveis de agressividade. A chegada de novas terapias, como a CAR-T, tem ampliado as perspectivas de tratamento para pacientes que antes possuíam poucas opções terapêuticas disponíveis.