Senadora do PP admite avançar nas conversas para compor chapa com o PL, mas aliança ainda depende de aval partidário e da federação União Progressista.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) deu um importante passo nas articulações para as eleições presidenciais ao sinalizar a aliados que aceitou o convite para integrar, como candidata a vice-presidente, a chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar do avanço nas negociações, a composição ainda não está oficialmente definida. A eventual aliança depende da aprovação da federação União Progressista, formada pelos partidos PP e União Brasil, além da validação do próprio PP durante convenção partidária.
Após a sinalização positiva da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o nível de apoio interno à possível coligação com o Partido Liberal.
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Até então, a estratégia predominante dentro da federação era manter uma posição de neutralidade na disputa presidencial, priorizando acordos regionais e o fortalecimento das candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso Nacional. Mesmo assim, lideranças da sigla reconhecem que o cenário político pode sofrer mudanças nas próximas semanas.
Tereza Cristina é considerada o nome favorito do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para ocupar a vaga de vice. A avaliação dentro do partido é que sua presença na chapa fortaleceria a candidatura de Flávio Bolsonaro, principalmente pela forte ligação da senadora com o agronegócio e pela possibilidade de aproximar a federação União Progressista da campanha.
Em nota oficial, a assessoria da senadora confirmou que ela se reuniu com Flávio Bolsonaro na última quarta-feira (29). Segundo o comunicado, foi a primeira conversa entre os dois sobre uma eventual composição de chapa para a eleição presidencial.
A nota afirma que o encontro foi produtivo, mas ressalta que nenhuma decisão definitiva foi tomada, destacando que uma eventual candidatura conjunta dependerá de avaliações políticas, pessoais e de entendimentos entre os partidos envolvidos.
TRAJETÓRIA POLÍTICA
Natural de Campo Grande (MS), Tereza Cristina tem 72 anos, é empresária, produtora rural e uma das principais lideranças do agronegócio brasileiro. Atualmente exerce mandato de senadora pelo Mato Grosso do Sul e lidera a bancada do PP no Senado.
Antes de chegar à Casa Alta, foi deputada federal entre 2015 e 2019 e comandou o Ministério da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, permanecendo no cargo entre 2019 e 2022.
Nos bastidores, dirigentes do PL, representantes do setor produtivo e lideranças do agronegócio intensificaram, nas últimas semanas, a pressão para que a senadora aceitasse integrar a chapa presidencial.
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Até pouco tempo, Tereza Cristina demonstrava resistência ao convite, afirmando preferir permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027. No entanto, as recentes conversas indicam que sua posição pode ter mudado, abrindo caminho para uma das principais alianças políticas em discussão para a eleição presidencial.