Grupo de 17 elementos químicos é utilizado na fabricação de celulares, carros elétricos, turbinas eólicas e diversos outros produtos
As chamadas terras raras ganharam espaço nas discussões sobre tecnologia, indústria, transição energética e geopolítica. Apesar do nome, esses elementos químicos não são necessariamente raros na natureza. O principal desafio está em encontrar concentrações economicamente viáveis e realizar as etapas necessárias para separar e processar cada mineral.
O grupo é formado por 17 elementos químicos: os 15 integrantes da série dos lantanídeos, além do escândio e do ítrio. Entre os mais conhecidos estão neodímio, lantânio, cério, praseodímio, európio e disprósio.
Esses elementos possuem propriedades magnéticas, ópticas e eletrônicas importantes para a fabricação de diversos produtos. O neodímio, por exemplo, é utilizado na produção de ímãs de alta potência presentes em motores elétricos, turbinas eólicas, fones de ouvido e alto-falantes.
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Outros elementos também têm aplicações específicas. O európio e o térbio são usados em materiais empregados em telas e sistemas de iluminação, enquanto o lantânio pode ser encontrado em baterias, lentes ópticas e catalisadores.
As terras raras estão presentes em diferentes setores tecnológicos, incluindo celulares, computadores, veículos elétricos, equipamentos médicos, sistemas de áudio, turbinas eólicas, componentes aeroespaciais e equipamentos utilizados pelas Forças Armadas.
A importância desses minerais não está apenas nas aplicações tecnológicas. Como a produção mundial é concentrada em poucos países, o controle da cadeia de extração e processamento também se tornou uma questão estratégica para governos e empresas.
A China ocupa posição de destaque nesse mercado, especialmente nas etapas de separação e processamento. A concentração da cadeia produtiva faz com que outros países busquem ampliar a produção doméstica e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
O Brasil possui reservas e ocorrências de minerais que contêm terras raras e é considerado um país com potencial para aumentar sua participação nesse setor. Há áreas de interesse em estados como Minas Gerais, Goiás, Bahia e Amazonas.
No entanto, ter reservas minerais não significa dominar a cadeia produtiva. Para transformar o potencial geológico em produção, são necessários investimentos em pesquisa, mineração, beneficiamento, separação e processamento dos elementos.
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A demanda tende a crescer com a expansão de veículos elétricos, energias renováveis, eletrônicos e outras tecnologias que dependem de componentes de alto desempenho. Por isso, as terras raras passaram a ser tratadas não apenas como um recurso mineral, mas também como um ativo estratégico para a indústria e a economia.