De acordo com as autoridades locais, 235 pessoas morreram e mais de 1.500 ficaram feridas. Cidade de La Guaira foi uma das mais afetadas, e moradores fazem buscas sozinhos
A Venezuela ainda enfrenta um cenário de devastação após os fortes terremotos que atingiram o país e deixaram centenas de mortos. Segundo o balanço mais recente das autoridades, ao menos 235 pessoas morreram, mais de 1.500 ficaram feridas e cerca de 200 seguem desaparecidas sob os escombros.
A situação mais crítica está em La Guaira, cidade litorânea localizada a cerca de 30 quilômetros de Caracas, que foi oficialmente classificada pelo governo como “zona de desastre”.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e são apontados como os mais fortes a atingir o país em mais de um século.
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Com a demora na chegada de equipes de resgate, moradores passaram a procurar vítimas por conta própria, cavando os escombros com as próprias mãos em busca de sobreviventes. Em vários pontos da região afetada, familiares seguem desesperados à espera de notícias de parentes desaparecidos.
A tragédia também colapsou hospitais e serviços essenciais. Unidades de saúde operam acima da capacidade, enquanto bairros inteiros continuam sem energia elétrica, sinal de celular e fornecimento regular de água.
Na capital Caracas, o impacto também foi severo. Parte da cidade registrou desabamentos, interrupção no transporte público e suspensão de aulas. Muitos moradores passaram a noite em ruas, estacionamentos e áreas abertas por medo de novos tremores.
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Foto: Juan Barreto/AFP
A crise mobilizou ajuda internacional. Países como Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha e México já ofereceram apoio humanitário para reforçar as operações de resgate.
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Enquanto socorristas tentam acelerar as buscas, especialistas alertam que o número de mortos pode aumentar nos próximos dias à medida que áreas ainda isoladas forem alcançadas.