Empréstimo faz parte de plano de reestruturação da estatal que teve vários prejuízos seguidos. Garantia era esperada para setembro
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou o aval do Tesouro Nacional para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões destinado aos Correios. A autorização foi formalizada na terça-feira (27) e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (28), como parte do plano de recuperação financeira da estatal.
O financiamento será negociado com um consórcio de quatro bancos privados: Banco ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. A operação prevê prazo de até 15 anos para pagamento, com três anos de carência antes do início das parcelas. A garantia da União significa que o governo poderá ser acionado caso a empresa não consiga honrar a dívida.
A nova operação se soma a um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pelos Correios em dezembro de 2025, também com garantia do Tesouro. Com isso, a estatal passa a contar com R$ 19 bilhões em financiamentos respaldados pela União, valor próximo dos R$ 20 bilhões previstos inicialmente no plano de reestruturação.
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A medida ocorre em meio à grave situação financeira da empresa. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e registraram resultado negativo de aproximadamente R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. A sequência de perdas aumenta a pressão por mudanças na gestão e por medidas capazes de recuperar o equilíbrio das contas.
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O plano de reestruturação inclui redução de despesas, revisão de contratos, ampliação de receitas, venda de imóveis e programas de desligamento voluntário. A estratégia também prevê mudanças operacionais para melhorar a eficiência da estatal. Apesar do novo financiamento, o desafio permanece: recuperar a saúde financeira dos Correios sem ampliar os riscos para os cofres públicos.