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Teste do pezinho ampliado avança no Brasil e já está disponível em três estados pelo SUS
Foto: Reproduçao

Lei do teste do pezinho ampliado prevê rastreio de mais de 50 doenças, incluindo AME, mas só três estados já fazem triagem ampliada

A ampliação do teste do pezinho no Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ganhar força em diferentes regiões do país, e pelo menos três estados brasileiros já avançaram na oferta da versão ampliada do exame neonatal. A medida representa um importante avanço no diagnóstico precoce de doenças raras, genéticas, metabólicas e imunológicas em recém-nascidos.

 

O teste do pezinho tradicional já é obrigatório no Brasil e realizado poucos dias após o nascimento do bebê. O exame consiste na coleta de gotas de sangue do calcanhar da criança para detectar doenças que podem não apresentar sintomas nos primeiros dias de vida, mas que podem causar sequelas graves se não forem identificadas rapidamente.

 

Com a ampliação prevista pela Lei nº 14.154, sancionada em 2021, o SUS passou a implementar gradualmente uma versão mais completa do exame. Enquanto o teste convencional rastreia cerca de sete doenças, a versão ampliada consegue identificar mais de 40 ou até 50 enfermidades, dependendo da estrutura disponível em cada estado.

 

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Entre os estados que já avançaram na implantação do teste ampliado está Mato Grosso do Sul. Desde janeiro de 2026, a rede pública estadual passou a oferecer gratuitamente o exame capaz de detectar dezenas de doenças congênitas, genéticas e metabólicas. A iniciativa é realizada em parceria com o IPED/APAE, laboratório habilitado pelo Ministério da Saúde para executar a triagem neonatal ampliada

 

Segundo especialistas, a principal vantagem do exame ampliado é permitir que tratamentos sejam iniciados antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Doenças como atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, distúrbios metabólicos e alterações genéticas raras podem ser identificadas precocemente, aumentando significativamente as chances de qualidade de vida da criança.

 

A implementação nacional, porém, ainda ocorre de forma gradual. Isso acontece porque o exame exige estrutura laboratorial especializada, equipamentos modernos e profissionais treinados para análise dos resultados. Por esse motivo, alguns estados avançaram mais rapidamente do que outros na ampliação da triagem neonatal.

 

Especialistas reforçam que o teste deve ser realizado preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. O diagnóstico precoce é considerado essencial para evitar complicações irreversíveis, internações frequentes e até mortes causadas por doenças raras identificáveis logo após o nascimento.

 

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Além do impacto na saúde das crianças, a ampliação do exame também é vista como uma estratégia importante de saúde pública. O diagnóstico antecipado reduz custos com tratamentos tardios e aumenta as chances de desenvolvimento saudável dos recém-nascidos atendidos pelo SUS. 

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