Com popularidade em baixa, presidente faz três comícios em um mês em estado republicano, para tentar reverter vantagem democrata na disputa pelo Senado, e vê correligionários se distanciar dele na reta final da campanha
O Texas, tradicionalmente um dos principais redutos republicanos dos Estados Unidos, passou a ser visto como um dos principais testes para a força política de Donald Trump. A aproximação das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, aumentou a atenção sobre uma disputa pelo Senado que se tornou mais competitiva do que os republicanos esperavam.
Trump voltou ao estado nesta semana para reforçar a campanha do republicano Ken Paxton, que disputa uma vaga no Senado contra o democrata James Talarico. Foi a terceira visita do presidente ao Texas em menos de um mês, em uma demonstração da importância atribuída à eleição para a manutenção da maioria republicana no Congresso.
A preocupação entre os republicanos está relacionada principalmente à perda de força entre grupos que ajudaram Trump a ampliar sua votação no estado, especialmente eleitores latinos e trabalhadores de regiões tradicionalmente conservadoras. Questões econômicas, como o aumento dos preços dos combustíveis, também passaram a influenciar o comportamento de parte do eleitorado.
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A situação ganhou ainda mais atenção durante o comício realizado em San Antonio. O evento foi marcado por protestos e interrupções, enquanto Trump buscava mobilizar seus apoiadores em favor de Paxton. O governador do Texas, Greg Abbott, também não participou do ato, em um momento de maior disputa interna entre os republicanos.
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O desempenho dos republicanos no Texas poderá ter impacto direto na composição do Congresso a partir de 2027. Pesquisas nacionais recentes mostram queda na aprovação de Trump e menor entusiasmo entre eleitores republicanos, aumentando a pressão sobre o partido para manter seus principais redutos e garantir a mobilização de sua base nas eleições de meio de mandato.