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Tipo sanguíneo híbrido raro é identificado em 3 pessoas da Tailândia
Foto: Reprodução

Análise de aproximadamente 550 mil amostras revela variante sanguínea inédita que altera testes de compatibilidade e confunde diagnósticos

Em meio a uma investigação sobre por que alguns exames de sangue não se comportam como esperado, pesquisadores da Universidade Mahidol, na Tailândia, identificaram três pessoas com uma versão inédita do fenótipo B(A).A descoberta, publicada na revista Transfusion and Apheresis Science em março, levanta a possibilidade de que outras alterações difíceis de detectar ainda passem despercebidas pelos testes tradicionais para procedimentos importantes, como transfusões.

 

O levantamento analisou 544.230 amostras coletadas ao longo de oito anos no Hospital Siriraj, o maior do país. Entre elas, somente três apresentaram um padrão molecular incomum que mistura características dos tipos B e A, algo estimado em 0,00055% da população, ou cerca de uma pessoa a cada 180 mil.

 

O tipo sanguíneo costuma ser definido a partir dos antígenos nas hemácias e dos anticorpos presentes no plasma. É essa combinação que determina se uma transfusão será segura. Às vezes, porém, esses dois componentes não contam a mesma história, criando uma incompatibilidade conhecida como discrepância ABO, que exige investigação extra para evitar riscos ao paciente.

 

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Ao revisar 285.450 amostras de doadores e 258.780 de pacientes, a equipe encontrou 396 casos em que os resultados dos exames não batiam. Metade deles foi retirada da análise porque envolvia pessoas que tinham passado por transplante, situação em que o sangue pode temporariamente adotar características do doador.

 

No fim, sobraram 198 amostras com algum tipo de incompatibilidade, mas apenas uma apresentou o fenótipo B(A). Entre os doadores, dois casos também chamaram atenção.

 

O 'sangue raro' identificado em 3 brasileiros e que exigiu força-tarefa  para transfusão - BBC News Brasil

Foto: Reprodução

 

A raridade levou os pesquisadores a investigar mais a fundo o material genético das três pessoas identificadas. O sequenciamento mostrou quatro mutações inéditas no gene ABO, responsável pela enzima que adiciona açúcares às hemácias.

 

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Apesar de o sangue ser classificado como tipo B, essa versão alterada da enzima produz uma leve atividade parecida com a do antígeno A, o que acaba confundindo os testes de tipagem.

 

Fonte: Metrópoles 

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