A cidade de Borba, no interior do Amazonas, parece ter encontrado uma forma bastante “criativa” de torrar dinheiro público: a Prefeitura, sob a gestão do prefeito Toco Santana, fechou um contrato de aluguel de um único carro coletor de lixo pelo valor astronômico de mais de R$ 4 milhões de reais.
Isso mesmo: aluguel. Não é compra, não é frota, não é leasing com opção de compra. Estamos falando de um único veículo alugado por um valor que daria para adquirir ao menos dez caminhões novos no mercado — e ainda sobraria troco para manutenção, combustível e motoristas por anos.
A denúncia chegou com exclusividade ao CM7 Brasil, que expõe agora mais esse capítulo lamentável da novela “dinheiro público sem dono” que assola os municípios do Amazonas.
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Segundo apuração, o contrato milionário beneficia diretamente duas empresas:
A S R Locação de Veículos LTDA, de propriedade de Antônio da Silva Rocha; JF Empreendimentos e Construções LTDA, comandada por Josué Feijão da Silva.

O contrato em questão não é de aquisição definitiva do veículo, mas sim de locação, o que torna o valor ainda mais questionável.
Com os mais de R$ 4 milhões comprometidos, seria possível comprar diversos caminhões coletores novos, incluindo manutenção e operação, por um período prolongado.

Fotos: Reprodução
A falta de justificativa técnica e econômica para o valor do contrato aponta para a necessidade urgente de fiscalização por parte dos órgãos competentes.
Apesar da gravidade da denúncia, nenhum vereador da Câmara Municipal de Borba se manifestou até o momento.
O Legislativo, que possui como função constitucional fiscalizar os atos do Executivo, permanece inerte diante de um contrato milionário que envolve recursos públicos e pode configurar dano ao erário.
A omissão dos parlamentares chama a atenção e levanta dúvidas sobre possíveis interesses ou acordos políticos que estariam impedindo a devida apuração do caso.
Enquanto contratos como este são firmados sem transparência, a população de Borba continua enfrentando dificuldades em áreas essenciais.
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O CM7 Brasil reforça seu compromisso com a verdade e com a fiscalização dos atos públicos. Continuaremos acompanhando os desdobramentos deste caso, cobrando explicações das autoridades e buscando esclarecimentos junto aos órgãos de controle. A transparência na gestão pública é um dever. O silêncio diante de irregularidades, por parte de quem deveria fiscalizar, também é uma forma de conivência.
Fonte: O CM7 Brasil