Conteúdos marcados com a hashtag SkinnyTok estão se espalhando em redes como TikTok, Instagram, Reddit e YouTube
Os médicos estão preocupados com uma nova tendência entre os jovens nas redes por incentivar a fome extrema e dietas perigosas entre jovens. Conteúdos marcados com a hashtag “SkinnyTok” estão se espalhando em redes como TikTok, Instagram, Reddit e YouTube. Eles promovem práticas como comer apenas uma vez por dia, viver de frutas ou usar líquidos para enganar a fome.
O movimento representa sérias ameaças à saúde. Entre os principais alertas médicos estão: a distorção da fome como algo positivo, a eliminação do prazer e do convívio social durante as refeições, e a normalização de comportamentos que caracterizam distúrbios alimentares graves, como a anorexia.
De acordo com relatos, algumas das mensagens supostamente motivacionais mais compartilhadas são: “Se seu estômago está roncando, finja que ele está aplaudindo você” e “Você não precisa de uma guloseima. Você não é um cachorro”.
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Influenciadores que publicam esse tipo de vídeo são vistos como referência para muitos jovens. A criadora Liv Schmidt foi banida do TikTok após divulgar dicas perigosas de alimentação. Mesmo assim, vídeos semelhantes continuam circulando, com milhões de visualizações.

Foto: Reprodução
O especialista Stephen Buchwald alerta para o discurso tóxico por trás da tendência, que sugere que basta “ter força de vontade” para alcançar o corpo ideal. Ele afirma que essa narrativa ignora fatores como genética, saúde mental e condição financeira, além de gerar culpa e vergonha.
A nutricionista Maria AbiHanna reforça que dietas radicais podem piorar a relação das pessoas com a comida. Ela explica que o corpo reage contra a perda rápida de gordura, dificultando o emagrecimento. “É preciso trabalhar com o corpo, e não contra ele”, afirma a especialista à revista.
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Especialistas defendem que o combate ao “SkinnyTok” deve ir além da moderação e incluir políticas públicas de saúde e educação para lidar com um problema que já afeta milhares de jovens ao redor do mundo.
Fonte: O Globo