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Tornado F2 atinge o Paraná e causa destruição em Reserva com ventos de até 200 km/h
Foto: Marrara Laurindo/RPC

Fenômeno foi registrado na cidade de Reserva. Informação é do Simepar, que classificou fenômeno como F2 - quando os ventos alcançam entre 180 km/h e 253 km/h. Paraná está na segunda região mais propensa a tornados no mundo

Meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmaram que o município de Reserva, nos Campos Gerais do estado, foi atingido por um tornado no último domingo (28). O fenômeno foi classificado como F2 na Escala Fujita, com ventos estimados em cerca de 200 km/h.

 

Segundo o Simepar, o tornado provocou danos significativos na região, incluindo árvores arrancadas, destelhamentos e destruição parcial de construções. A área rural de Imbú foi uma das mais afetadas, com registros de casas danificadas, veículos atingidos e moradores desalojados. Ao todo, a prefeitura contabilizou pelo menos 50 pessoas afetadas e uma com ferimentos leves.

 

As análises dos técnicos começaram após o evento e incluíram sobrevoos de drone, levantamento de campo e entrevistas com moradores. Os especialistas identificaram padrões típicos de rotação nos destroços, além de árvores de grande porte arrancadas e objetos arremessados a grandes distâncias, o que reforçou a classificação do fenômeno como tornado.

 

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De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, as evidências observadas em campo foram determinantes para a confirmação da intensidade do evento. Ele destacou que placas de sinalização chegaram a ser lançadas a mais de 150 metros e que os danos são compatíveis com ventos em torno de 200 km/h.

 

Simepar analisa se tornado atingiu Reserva (PR) no domingo — Foto: Prefeitura de Reserva

Simepar analisa se tornado atingiu Reserva (PR) no domingo.

(Foto: Prefeitura de Reserva)

 

CLASSIFICAÇÃO DOS TORNADOS


Existem duas formas principais de classificar tornados, a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF).

 

No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente, e o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados - quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno.

 

Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos.

 

A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação. Veja abaixo:

Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves;
Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados;
Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis;
Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos;
Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores;
Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema.

 

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O Paraná está entre as regiões mais propensas à ocorrência de tornados no mundo, atrás apenas das “pradarias centrais” dos Estados Unidos. Especialistas apontam que a combinação entre massas de ar quente e frio, frentes frias e ciclones contribui para a formação frequente de tempestades severas no Sul do Brasil. 

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