Mais de 20% desse valor teve renegociações de débito, com taxa de juros média de 2,65% ao mês
Os trabalhadores migraram mais de R$ 15,7 bilhões dos contratos antigos de empréstimo consignado para o novo Crédito do Trabalhador, que oferece taxas de juros mais baixas porque a garantia de pagamento inclui até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória. Já o modelo anterior dependia de um convênio entre os bancos e os empregados.
Os dados divulgados pelo secretário de Políticas de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto Simões, apontaram que mais de 20% desse valor (R$ 3,2 bilhões) são de contratos renegociados. Nesses casos, o trabalhador que tinha parte da margem consignável — limite da renda que pode ser descontada para pagar dívida — liberada podia mudar as condições da dívida, como número ou valor da parcela, e até contratar novos valores de empréstimo.
De acordo com o MTE, a taxa média das novas dívidas é de 2,65% de juros ao mês. Os R$ 12,5 bilhões restantes foram de migrações feitas sem negociação. A expetativa do governo é que sejam migrados R$ 40 bilhões para o novo crédito consignado do trabalhador até outubro. Essa linha de crédito é destinada a todos os empregados com carteira assinada, além de funcionários de microempreendedores individuais (MEIs).
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O crédito do trabalhador está tendo uma grande adesão. Mais de R$ 50 bilhões foram contratados em 64 instituições financeiras até a última quinta-feira (dia 18), segundo o Ministério do Trabalho.
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“Enquanto a taxa de juros nos empréstimos pessoais se manteve próxima a 11% ao mês, o Crédito do Trabalhador apresenta uma taxa média de 3,42% ao mês”, afirmou Carlos Augusto.
Fonte: R7