Onda de contratações toma conta de um dos mercados de energia elétrica mais voláteis do mundo, com profissionais recebendo milhões de dólares e um grau incomum de autonomia para fechar negócios
Profissionais que atuam como traders de energia no Brasil podem receber remunerações que chegam a US$ 4 milhões por ano, valor equivalente a mais de R$ 20 milhões, dependendo da cotação do dólar e do desempenho alcançado. A carreira ganhou espaço com a expansão e a maior complexidade do mercado livre de energia.
Os traders trabalham na compra e venda de energia elétrica, buscando identificar oportunidades de preço entre diferentes períodos e regiões. As operações podem envolver contratos de curto e longo prazo e exigem conhecimento sobre consumo, geração, condições climáticas, hidrologia e comportamento dos preços.
A remuneração costuma combinar um salário fixo com bônus ligados aos resultados das operações. Por isso, profissionais que conseguem gerar grandes ganhos para as empresas podem receber valores muito acima da média do mercado. Em posições de maior responsabilidade, a parcela variável pode representar a maior parte da remuneração anual.
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O mercado brasileiro passou por mudanças importantes com a ampliação do mercado livre de energia, que permite que mais consumidores escolham de quem comprar eletricidade. A abertura aumenta a quantidade de contratos e operações e cria novas oportunidades para empresas comercializadoras e profissionais especializados.
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Apesar dos ganhos elevados em alguns casos, a atividade envolve alto nível de pressão e risco, já que decisões equivocadas podem provocar perdas significativas. O trader precisa acompanhar o mercado constantemente e tomar decisões rápidas em um setor influenciado por fatores econômicos, climáticos e regulatórios.