Segundo acusação, esquema previa ocultar componentes de armas em remessas legais; material foi apreendido antes do envio
Um brasileiro de 31 anos acabou no centro de um escândalo internacional após ser condenado por um júri federal no Distrito Sul da Flórida, nos Estados Unidos. Identificado como Victor Oliveira Waldeck Iglesias, ele foi considerado culpado por participação em um esquema que envolvia o contrabando de peças de armas do território americano para o Brasil.
Segundo as investigações, conduzidas pela agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF), o plano era tão ousado quanto perigoso: enviar kits de componentes da fabricante Heckler & Koch (HK), que poderiam ser usados na montagem de fuzis de assalto totalmente automáticos.
As autoridades revelaram que o grupo pretendia agir de forma discreta, escondendo as peças ilegais dentro de cargas aparentemente legítimas de exportação, numa tentativa de despistar a fiscalização. A ideia era expandir o esquema caso as primeiras remessas passassem despercebidas.
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Durante a operação, agentes cumpriram mandado de busca no apartamento de Iglesias e encontraram oito kits já embalados, prontos para envio, o que reforçou as provas contra ele e expôs a dimensão do plano.
O caso também envolve outro brasileiro, Álvaro Teixeira, de 50 anos, que já se declarou culpado e foi condenado a 24 meses de prisão federal. De acordo com a investigação, ele chegou a entregar outros dez kits em um estacionamento, acreditando que estava negociando com um comprador.
Agora, Iglesias aguarda a definição de sua sentença, marcada para o dia 4 de maio, podendo enfrentar até cinco anos de prisão pela conspiração e até dez anos por tentativa de contrabando.
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Em nota oficial, o procurador federal Jason A. Reding Quiñones destacou a gravidade do caso, afirmando que o esquema visava abastecer o mercado negro internacional com componentes que poderiam ser transformados em armas automáticas de alto poder destrutivo.