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16/04/2020

Transição capilar na quarentena: saiba como começar

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Foto: Reprodução

A dificuldade em ir aos salões de beleza tem inspirado mulheres a iniciarem a transição; veja dicas de especialistas

Com o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), atividades corriqueiras, como ir ao salão de beleza, já não são recomendadas. E esse afastamento pode impulsionar o processo de transição capilar para quem gostaria de tê-lo começado, mas não tinha coragem.

 

A transição capilar é deixar o cabelo crescer naturalmente após um período de alisamento continuo. "Vale considerar que entrar em transição é um processo de autoconhecimento, aceitação e aprendizado”, afirma a educadora técnica da Yamá Cosméticos, Marisa Russo.

 

Para começar é essencial que se crie um cronograma capilar que intercale momentos de hidratação, nutrição e reconstrução. “Cada etapa equivale a repor algum nutriente fundamental para a saúde dos fios e o calendário pode ser seguido por 3 meses, com intervalo de um mês para o início de outro”, explica a dermatologista Andrea Frange, parceira da rede Ricca.

 

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A cosmetóloga do Instituto Olivan, Heloisa Olivan, dá detalhes de cada passo do cronograma e como identificar as necessidades de cada fio:

 

Quando hidratar? A hidratação é responsável pela maleabilidade, maciez e sedosidade dos cabelos. As principais características da desidratação incluem: falta de maciez, brilho e movimento, fios mais pesados e embaraçados, e aspecto ressecado.

 

Quanto nutrir? Os cabelos cacheados e crespos são naturalmente mais ressecados, porque não conseguem levar a oleosidade natural do couro cabeludo até as pontas. A nutrição é a responsável por dar brilho, definição e corpo aos fios. Seu cabelo precisa ser nutrido quando apresenta volume excessivo e pouca definição, frizz e pouco brilho.

 

Quando reconstruir? A reconstrução repõe as proteínas do fio, devolvendo massa e a queratina ao cabelo e tirando o aspecto de cabelo opaco, quebradiço e sem vida. Se o seu cabelo possui excesso de frizz mesmo após a hidratação e nutrição, pontas duplas, fios fracos, quebradiços e porosos, queda excessiva e falta de vida, essa é a etapa mais adequada. Normalmente duas vezes por mês é suficiente para ter bons resultados. Mais do que isso pode endurecer os fios pelo excesso de proteína neles depositada.

 

Além disso, a escolha dos produtos para a transição capilar é de suma importância para que tudo dê certo. Andrea explica que os melhores são aqueles sem silicone, parabenos ou sulfatos na composição. “Os produtos com fórmulas leves tratam os fios sem tirar sua proteção natural ou ressecá-los, principalmente para as cacheadas, deixando-os saudáveis durante todas as fases”, completa.

 

Heloísa ainda alerta que todos os cuidados precisam incluir também o couro cabeludo . “Durante a transição é importante ressaltar que o couro cabeludo também deve ser cuidado e tratado. Muito se fala sobre a necessidade dos fios de cabelo, mas não podemos esquecer que o couro cabeludo é a base de tudo, sendo a peça chave para o crescimento de fios saudáveis. Cabelo tratado é cabelo feliz”, diz a especialista.


“A transição foi uma descoberta de mim mesma”

 

bruna

Foto: Reprodução

 

Para quem quer iniciar a transição capilar é fácil encontrar meninas que já passaram por isso e postam suas experiências nas redes sociais. Esse é o caso da Bruna Dias, jornalista e dona do perfil @diasdecacho.

 

Em entrevista ao Delas , Bruna conta que iniciou sua transição em 2017 depois de quatro anos alisando o cabelo. “Usei vários tipos de química para alisar, diferentes tipos de escova e relaxamentos. Primeiro, deixei a raiz crescer, sem pensar muito, não tinha o intuito de entrar na transição. Depois, comecei a ver muitas pessoas falando sobre o processo e passei a seguir elas no Instagram”.

 

A partir daí, ela seguiu todo o processo. “No começo, foi complicado, tentei usar texturizações e colocava faixas no cabelo todos os dias para disfarçar as duas texturas. Decidi compartilhar meus sentimentos no Instagram, fui ganhando confiança, gostando do meu cabelo que estava surgindo e me reconhecendo cada vez mais. A transição foi uma descoberta de mim mesma e do que significava ser uma mulher negra, assumir meus cachos e o meu volume capilar”, conta a jornalista.

 

Mas nem tudo foram flores. Durante o processo de TC, Bruna ficou abalada com um corte diferente. “Resolvi fazer um corte em camadas. No primeiro dia ficou ótimo, uma semana depois achei horrível e decidi fazer o bigchop. A sensação foi libertadora. Eu chorei e não era de tristeza, era uma emoção que eu nunca tinha experimentado antes”.

 

Se você ainda está insegura sobre a transição capilar , ela tem algumas dicas:

 

Tenha paciência! “Parece uma eternidade, mas a transição passa e é uma etapa da nossa vida. Eu tinha muito o sonho de me ver cacheada e só o tempo e paciência me permitiram ver esse sonho realizado”.


Cuide do seu cabelo. “Ter uma rotina de cuidados me aproximou muito do meu cabelo e de mim mesma. Além disso, os cuidados ajudam o cabelo a ficar forte e saudável, sem quedas, ajudando no processo de crescimento”.

 

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Não se compare com os outros. “Acompanhar a transição de outras pessoas foi um super incentivo, mas cada um tem seu tipo de cacho, sua curvatura, etc. Criar muitas expectativas pode gerar frustrações enormes”, finaliza Bruna.

 

iG
 

 

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