Hospital em Barcelona realiza cirurgia inédita combinando eutanásia e doação de rosto, dando uma segunda chance a paciente com necrose facial.
Um hospital de Barcelona anunciou nesta segunda-feira (2/2) a realização de um transplante facial histórico, em que a doadora, pela primeira vez no mundo, ofereceu seu próprio rosto antes de se submeter a um procedimento de morte assistida.
A complexa cirurgia, que envolveu cerca de 100 profissionais incluindo psiquiatras e imunologistas, consistiu no transplante de tecido composto da região central do rosto, informou o hospital Vall d’Hebron.
Segundo Elisabeth Navas, coordenadora de transplantes, a doadora demonstrou “um nível de maturidade que deixa qualquer um sem palavras” ao dedicar um de seus últimos desejos para dar a outro paciente uma nova vida.
Veja também

Estudo explica diferença de sintomas entre febre do Oropouche e dengue
Exame de sangue pode identificar Parkinson até 20 anos antes dos sinais
A receptora, identificada apenas como Carme, sofria de necrose do tecido facial causada por uma infecção bacteriana resultante de uma picada de inseto, comprometendo sua fala, visão e alimentação. “Quando me olho no espelho, sinto que estou começando a parecer mais comigo mesma”, afirmou a paciente em coletiva, acrescentando que a recuperação está evoluindo bem.
Para transplantes faciais, é necessário que doador e receptor tenham o mesmo sexo, grupo sanguíneo compatível e tamanho de cabeça semelhante.
Com uma população de 49,4 milhões, a Espanha é referência mundial em transplantes há mais de 30 anos. Metade dos seis transplantes faciais já realizados no país foi feita pelo Vall d’Hebron, que também realizou o primeiro transplante facial completo do mundo em 2010. O procedimento desta doação ocorreu no outono europeu de 2025, segundo o hospital.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
No ano passado, a Espanha realizou cerca de 6.300 transplantes de órgãos, sendo os renais os mais comuns. Em 2024, 426 pessoas recorreram à eutanásia, legalizada no país desde 2021.