Senador cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, na noite de terça-feira (27); autoridades argentinas confirmaram a entrada dele e da família no país.
A travessia utilizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar o Brasil em direção à Argentina levantou questionamentos sobre os procedimentos de fiscalização na fronteira. O parlamentar entrou no país vizinho pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.
De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio atravessou a fronteira às 22h50 de terça-feira (27), acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. O órgão confirmou que a entrada dos quatro foi registrada e que eles apresentaram documentação válida para ingressar no país.
A ponte, também conhecida como Ponte da Fraternidade, é uma das principais ligações rodoviárias entre Brasil e Argentina. A passagem funciona 24 horas por dia para veículos particulares e é utilizada diariamente por turistas, moradores e trabalhadores que circulam entre as duas cidades.
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Para entrar na Argentina, os brasileiros podem apresentar um documento de identidade válido, como o RG, conforme as regras de circulação entre os países do Mercosul. Os agentes migratórios argentinos verificam a documentação, registram a entrada e podem checar a existência de impedimentos legais. A fiscalização de pessoas é diferente do controle aduaneiro, responsável por mercadorias e bagagens.
No caso de Flávio, a Polícia Federal brasileira informou que não havia registro oficial de saída do senador pelos pontos regulares de controle migratório. A ausência desse registro, porém, não impediu que a autoridade argentina confirmasse sua entrada no país. Informações publicadas nesta quarta-feira indicam que ele utilizou um passaporte italiano para atravessar a fronteira.
Após a travessia, o senador e os familiares seguiram para o aeroporto de Puerto Iguazú. Segundo a autoridade migratória argentina, o grupo embarcou às 23h30 em uma aeronave particular operada pela empresa Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador. De lá, o voo prosseguiu para Miami, nos Estados Unidos, onde a família chegou na manhã desta quarta-feira (28).
A viagem ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do senador e proibiu sua saída do território nacional. Como os documentos não foram entregues no prazo estabelecido, a Polícia Federal informou que cancelou os passaportes brasileiros. O caso está relacionado a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, negadas pelos investigados.
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O episódio levantou questionamentos sobre a fiscalização em fronteiras terrestres e a comunicação entre as autoridades dos dois países. A confirmação da entrada na Argentina não esclarece, por si só, todos os detalhes do procedimento realizado no lado brasileiro. As circunstâncias da viagem e o cumprimento das determinações judiciais seguem no centro da repercussão política e jurídica.