Justiça Eleitoral vai apurar supostas falhas no registro do levantamento do Instituto Veritá; pesquisa segue válida até decisão final.
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) instaurou um processo para apurar possíveis irregularidades no registro da pesquisa eleitoral AM-03497/2026, realizada pelo Instituto Veritá sobre a corrida ao Governo do Amazonas e ao Senado. A ação foi apresentada pela Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP).
O caso foi distribuído ao juiz eleitoral Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, que determinou a abertura da tramitação após verificar que a representação atende aos requisitos legais. O magistrado também ordenou que o Instituto Veritá seja citado para apresentar defesa no prazo de dois dias.
Segundo a federação, o instituto teria deixado de cumprir exigências previstas na Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por regulamentar o registro e a divulgação de pesquisas eleitorais.
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Entre as supostas irregularidades apontadas estão a ausência da relação dos municípios e bairros pesquisados, a falta de detalhamento do número de entrevistados por setor censitário e a inexistência da composição final da amostra, com informações sobre gênero, faixa etária, escolaridade e nível socioeconômico dos participantes no sistema PesqEle.
Na decisão, o juiz ressaltou que ainda não analisou o mérito das acusações. Nesta fase, apenas determinou a citação do Instituto Veritá, o encaminhamento posterior do processo à Procuradoria Regional Eleitoral para emissão de parecer e a tramitação em caráter de urgência.

Foto: Reprodução
A pesquisa questionada foi realizada entre os dias 1º e 5 de julho de 2026, ouviu 1.220 eleitores, possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento apontou a pré-candidata Maria do Carmo Seffair (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Amazonas.
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Até o momento, a Justiça Eleitoral não suspendeu nem anulou a pesquisa. O processo segue em fase inicial e somente após a apresentação da defesa do Instituto Veritá e a manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral o TRE-AM decidirá se houve descumprimento das normas e se haverá aplicação de eventuais sanções previstas na legislação eleitoral.