O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) passou a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial para auxiliar na identificação de conteúdos suspeitos publicados nas redes sociais durante as eleições de 2026.
Chamada GuaIA, a plataforma ajuda a detectar possíveis casos de desinformação, imagens manipuladas, deepfakes, uso irregular de inteligência artificial e propaganda eleitoral que possa descumprir as regras. Em pouco mais de 30 dias de funcionamento, 84 conteúdos já haviam sido analisados com apoio do sistema.
A ferramenta começou a ser utilizada em 16 de agosto, quando teve início oficialmente a propaganda eleitoral. O monitoramento é realizado pelo Comitê de Enfrentamento à Desinformação do TRE-AM e alcança plataformas como Instagram, Facebook, YouTube, X, WhatsApp, TikTok, Telegram, Reddit, Threads, Kwai, Snapchat e Discord. Além do monitoramento ativo, o tribunal também recebe denúncias encaminhadas pelo aplicativo Pardal.
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COMO FUNCIONA A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A GuaIA realiza uma análise preliminar das publicações e classifica o material de acordo com níveis de risco relacionados à desinformação e à possível ilicitude. Entre os conteúdos que aparecem com maior frequência estão imagens manipuladas, notícias consideradas inverídicas e enquetes ou pesquisas que não seguem os critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral. O sistema também pode ajudar a identificar publicações que utilizem inteligência artificial ou deepfakes de maneira irregular.
Apesar do uso da tecnologia, a inteligência artificial não decide sozinha se uma publicação é verdadeira ou falsa. O resultado fornecido pela GuaIA serve como apoio para a equipe do tribunal, que analisa o contexto, verifica as informações e avalia o possível impacto do conteúdo sobre o processo eleitoral. Quando são encontrados indícios de irregularidade, o caso pode resultar na formalização de uma Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral e em outras medidas previstas pela Justiça Eleitoral.
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A plataforma foi desenvolvida pelo Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás (INF/UFG) em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás e também é utilizada por outros tribunais eleitorais, incluindo o TRE-MT. No Amazonas, a ferramenta amplia a capacidade de monitoramento diante do grande volume de publicações feitas durante a campanha. A proposta é identificar com mais rapidez conteúdos que precisam de verificação, sem substituir a análise dos profissionais da Justiça Eleitoral.