Na nova decisão, presidente do tribunal também manteve multa de R$ 420 mil; decisão aponta que ex-candidato criou estrutura para remunerar influenciadores durante campanha de 2024
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou um recurso apresentado pela defesa de Pablo Marçal e manteve a decisão que o deixa inelegível por oito anos, até 2032. A condenação está relacionada à campanha de Marçal para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
O processo envolve o uso indevido dos meios de comunicação durante a disputa eleitoral. A Justiça Eleitoral entendeu que a campanha montou uma estrutura para estimular apoiadores e influenciadores a produzir e divulgar vídeos com conteúdos relacionados ao candidato, incluindo a oferta de prêmios e remuneração.
A defesa de Marçal alegava falta de provas e cerceamento de defesa, mas o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, rejeitou os argumentos. A decisão também mantém uma multa de R$ 420 mil aplicada ao político.
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Mesmo com a inelegibilidade, Marçal registrou sua candidatura à Presidência da República pelo PRTB em agosto. O pedido ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já determinou, em caráter cautelar, restrições ao uso de recursos públicos e à participação do candidato em propaganda eleitoral e debates.
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A decisão do TRE-SP aumenta a pressão sobre a candidatura presidencial de Marçal, que ainda pode recorrer ao TSE. Enquanto o registro não for definitivamente julgado, porém, o empresário continua tentando manter sua participação na corrida eleitoral de 2026.