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Treinador britânico vive pesadelo após falsa proposta para clube da Arábia Saudita e relata sequestro no Marrocos
Foto: Reprodução

O treinador britânico Adrian Heath, de 65 anos, revelou ter vivido três dias de terror após cair em uma falsa negociação para assumir um clube da Arábia Saudita. O caso ocorreu durante uma viagem ao Marrocos, onde ele acreditava que participaria da etapa final de uma entrevista de emprego, mas acabou sendo sequestrado.

 

“Foram os três dias mais longos e mais rápidos da minha vida. Isso faz você reavaliar tudo. A única coisa realmente importante é a família. Todo o resto é secundário”, afirmou Heath em entrevista ao New York Times.

 

Como jogador, Adrian Heath passou por clubes tradicionais como Everton, Espanyol, Aston Villa e Manchester City. Já como treinador, ganhou destaque no comando do Orlando City, nos Estados Unidos, período em que trabalhou com Kaká, além de ter dirigido o Minnesota United, de onde saiu há cerca de um ano.

 

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A proposta do clube saudita — cujo nome não foi divulgado — surgiu como uma oportunidade de retorno ao mercado. O contato foi feito por meio de um intermediário, e o treinador chegou a buscar referências sobre o país com antigos colegas de profissão, incluindo Steven Gerrard.

 

Após desembarcar no Marrocos, Heath foi recebido por pessoas que se apresentaram como representantes do clube e colocado em um carro. Durante o trajeto, percebeu que algo estava errado.

 

“Achei que fosse o caminho mais rápido. Disseram que o xeique só queria me conhecer. Mas, depois de cerca de 20 minutos, as ruas ficaram cada vez mais estreitas e escuras. Entramos em um bairro suspeito de uma cidade portuária. Eu deveria estar em um hotel à beira-mar”, relatou.

 

Segundo o treinador, nas primeiras horas quase não houve explicações. Os sequestradores bebiam e o ofereciam bebidas, enquanto ele recusava. Em seguida, começaram as ameaças e pedidos de resgate, com ligações feitas à esposa e ao filho, exigindo dinheiro.

 

A situação começou a mudar quando familiares perceberam que os criminosos haviam esquecido de desligar a localização do celular de Heath. Com isso, conseguiram rastrear o local e enviar as informações à polícia e ao próprio treinador.

 

Ao notarem o erro, os sequestradores colocaram Heath novamente no carro e o abandonaram próximo a um aeroporto. Ele ficou apenas com um prejuízo financeiro de cerca de US$ 600 (R$ 3,1 mil).

 

“Me jogaram para fora do carro com a mala e o passaporte. Corri direto para o aeroporto e comprei a primeira passagem disponível para a Europa”, contou. O voo teve como destino Madri, na Espanha. Já no portão de embarque, Heath conseguiu ligar para a esposa e tranquilizá-la.

 

A decisão de tornar o caso público veio após o treinador ser informado de que outro colega teria passado por situação semelhante. Agora, ele afirma que quer alertar outros profissionais do futebol sobre esse tipo de golpe. Em nota ao New York Times, um porta-voz da Agência Nacional de Combate ao Crime (NCA), do Reino Unido, confirmou que o caso está sendo investigado.

 

“Podemos confirmar que agentes da NCA estão apurando alegações relacionadas a um falso consórcio de futebol que oferecia empregos a profissionais, resultando em ameaças de violência e pedidos de transferência de dinheiro, sem que nenhum contrato fosse efetivamente firmado”, informou o órgão.

 

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O caso acende um alerta para treinadores e jogadores que recebem propostas internacionais, especialmente quando intermediadas por contatos não oficiais. 

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