Médicos orientam evitar manipular lesões no rosto, especialmente na região entre o nariz e a boca, conhecida como "triângulo da morte".
Embora seja um hábito comum, espremer espinhas pode trazer riscos à saúde e, em casos mais graves, provocar infecções que ultrapassam a superfície da pele. O alerta ganhou repercussão após o influenciador Willian Silva, conhecido nas redes sociais como Ken do CG, precisar ser internado depois de desenvolver uma infecção ao manipular uma espinha na região do bigode.
Segundo dermatologistas, ao espremer uma espinha a barreira natural da pele é rompida, facilitando a entrada de bactérias. Além disso, a pressão exercida durante a manipulação pode empurrar secreções e microrganismos para camadas mais profundas da pele, aumentando o risco de complicações.
Entre os problemas que podem surgir estão abscessos, celulite bacteriana e outras infecções cutâneas, que costumam provocar dor intensa, vermelhidão, calor local, inchaço e acúmulo de pus. Pessoas com diabetes, imunidade baixa ou doenças que comprometem as defesas do organismo apresentam risco ainda maior de desenvolver essas complicações.
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Os especialistas chamam atenção para a região localizada entre o nariz e o lábio superior, popularmente conhecida como "triângulo da morte". O nome faz referência à comunicação das veias dessa área com estruturas profundas da face e do cérebro. Embora complicações graves sejam consideradas raras atualmente, infecções nessa região exigem cuidados redobrados e avaliação médica quando os sintomas se agravam.
Entre os sinais de alerta estão aumento rápido do inchaço, dor intensa, febre, saída de pus, vermelhidão que se espalha pelo rosto, dificuldade para abrir os olhos ou alterações na visão. Em situações mais graves, sintomas como visão dupla, dor de cabeça intensa, sonolência, vômitos, confusão mental e rigidez na nuca podem indicar infecções mais profundas e exigem atendimento médico imediato.
Para evitar problemas, dermatologistas recomendam não manipular as espinhas. A orientação é manter a pele limpa com produtos adequados, seguir o tratamento indicado por um especialista e evitar receitas caseiras ou tentativas de perfurar a lesão com agulhas, lâminas ou outros objetos.
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Quando a espinha é muito dolorosa, profunda, apresenta grande quantidade de pus ou não melhora após alguns dias, o ideal é procurar um dermatologista, que poderá indicar medicamentos específicos ou realizar procedimentos de forma segura e em ambiente apropriado.