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Tribunal condena ex-médico a 45 anos por matar mãe em incêndio em Águas Claras
Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Águas Claras condenou o ex-médico Lauro Estevão Vaz pela morte da mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos, que morreu em um incêndio no apartamento em que morava em maio de 2024. O júri considerou Lauro responsável pelo incêndio por “não aceitar a perda da curatela e do acesso aos rendimentos da vítima” e fixou a pena em 45 anos de reclusão em regime inicial fechado.

 

A sentença, proferida pelo juiz André Riberio na noite de quinta-feira (19/3), reconheceu três agravantes para o crime de homicídio: emprego de fogo, crime contra ascendente e reincidência. Lauro já havia sido condenado por assédio a duas pacientes durante exames clínicos de ginecologia entre 2009 e 2010 no Centro de Saúde nº 1, em São Sebastião, no Distrito Federal.

 

Além do homicídio, ele foi condenado por fraude, por entrar no apartamento após o incêndio e retirar itens antes da realização da perícia.

 

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O incêndio que matou Zely no Residencial Monet teve início no quarto em que a idosa estava acamada, segundo declarações de testemunhas e o laudo pericial criminal do Corpo de Bombeiros Militar do DF. Quando o fogo foi controlado, o corpo estava carbonizado. Lauro chegou ao local próximo ao meio-dia, olhou o corpo da mãe e foi embora.

 

Em depoimento, afirmou que mantinha boa relação com Zely e cuidava dela desde 2021. Admitiu que deixou a mãe sozinha com aparelhos elétricos ligados para levar a ex-namorada ao trabalho e ir à academia, e que retornou posteriormente para buscar carnes e roupas, negando ter alterado a cena do crime.

 

Em maio de 2023, Zely havia sido internada no Hospital Militar da Área de Brasília após um AVC sofrido quatro meses antes. A alta foi concedida, mas Lauro se recusava a levá-la para casa, chegando a ser detido em uma visita após se exaltar.

 

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Lauro era médico ginecologista e já havia sido condenado por tocar indevidamente duas pacientes entre 2009 e 2010. Uma delas tinha 17 anos e estava grávida. Ele também teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal. 

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