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Tribunal na Espanha anula sentença contra Daniel Alves e absolve ex-lateral em caso de estupro
Foto: Reprodução

Ex-jogador havia sido condenado por abusar sexualmente de jovem em boate de Barcelona

A Justiça da Espanha decidiu absolver o ex-lateral da seleção brasileira Daniel Alves do caso de estupro pelo qual ele havia sido condenado, no ano passado, a 4 anos e meio de prisão. O ex-jogador foi acusado de cometer uma agressão sexual contra uma jovem no banheiro de uma boate de Barcelona, na Espanha, em dezembro de 2022. O Tribunal Superior da Catalunha deliberou, por unanimidade, que a sentença deveria ser anulada porque o depoimento da vítima era prova insuficiente.

 

Daniel Alves passou 14 meses em prisão preventiva e foi condenado em fevereiro do ano passado. Na época, foi autorizado a aguardar em liberdade a análise dos recursos contra a condenação e deixou o Centro Penitenciário Brians 2 em 25 de março de 2024, mediante o pagamento de fiança de 1 milhão de euros (o equivalente, na cotação atual, a R$ 6,6 milhões).

 

Ao longo da investigação do caso, Daniel Alves deu diferentes versões para o ocorrido na boate. Inicialmente, alegou que não conhecia a vítima. Mais tarde, reconheceu ter se envolvido com a jovem, de forma consensual, e mentido para evitar impactos em seu casamento com a modelo Joana Sanz.

 

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O jogador e o Ministério Público entraram com recursos após a condenação de fevereiro de 2024. A acusação e os advogados da denunciante pediam o aumento da pena de Daniel Alves, cuja defesa solicitava a absolvição.

 

"O Tribunal rejeita os recursos da Procuradoria – que solicitava a nulidade parcial da sentença e, subsidiariamente, a elevação da pena para 9 anos – e da acusação particular – que pedia a elevação da pena para 12 anos – e absolve o acusado, deixando sem efeito as medidas cautelares impostas e declarando, de ofício, as custas processuais", afirmou a Justiça espanhola, em comunicado.

 

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Na sentença, o Tribunal aponta que, na decisão recorrida, já havia menção à "falta de confiabilidade do testemunho da denunciante", especificamente sobre fatos registrados em vídeo naquela noite. Essa parte do depoimento da jovem, considerada "objetivamente verificável", indicaria "de forma explícita que o que relata não corresponde à realidade".

 

Fonte: Extra

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