O Tribunal Penal Internacional (TPI) recebeu, nesta quinta-feira (22), o Prêmio Sakharov 2026, concedido pelo Parlamento Europeu a pessoas e organizações que se destacam na defesa dos direitos humanos, das liberdades fundamentais e da democracia. O anúncio foi feito pela presidente da instituição europeia, Roberta Metsola, em Estrasburgo, na França.
Durante o anúncio, Metsola afirmou que a premiação reconhece o trabalho do tribunal na defesa do direito internacional e da justiça. A presidente também destacou que o respeito ao multilateralismo e às instituições internacionais faz parte dos princípios que fundamentam a União Europeia.
A presidente do TPI, Tomoko Akane, declarou que o reconhecimento ocorre em um momento de desafios para a instituição e seus funcionários. Entre as dificuldades citadas estão sanções que, segundo ela, buscam prejudicar o cumprimento do mandato judicial do tribunal.
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O TPI tem sido alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, após decisões que Washington classificou como politicamente motivadas. Entre elas está o mandado de prisão emitido contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por supostos crimes de guerra relacionados à ofensiva na Faixa de Gaza.
Fundado em 2002, em Haia, nos Países Baixos, o Tribunal Penal Internacional é responsável por julgar pessoas acusadas de crimes graves previstos no direito internacional, como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. A cerimônia de entrega do Prêmio Sakharov está prevista para dezembro.
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Criado em 1988, o Prêmio Sakharov homenageia o dissidente soviético e ganhador do Nobel da Paz Andrei Sakharov. Entre os vencedores de edições anteriores estão Nelson Mandela, Aung San Suu Kyi e o movimento iraniano “Mulher, Vida, Liberdade”. Os outros finalistas de 2026 foram o defensor dos direitos humanos tanzaniano Tundu Lissu e as irmãs iranianas Taraneh e Romina Rahimi, todos mencionados no contexto de prisões e perseguições.