Presidente dos EUA fez a declaração após encontro entre os chefes da CIA e do serviço de inteligência externa da Rússia, realizado em Moscou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (27) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não pretende realizar um ataque contra países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Ele não vai atacar a Otan”, declarou Trump ao ser questionado sobre o risco de uma ofensiva russa contra a aliança militar.
A afirmação ocorre em meio à preocupação de governos europeus e dos Estados Unidos com uma série de ações atribuídas à Rússia no continente, incluindo episódios de sabotagem, espionagem e operações classificadas como de “zona cinzenta”.
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Mais cedo, em entrevista à imprensa americana, Trump também negou que o diretor da CIA, John Ratcliffe, tenha viajado a Moscou com uma mensagem específica para Putin relacionada a um possível ataque contra a Otan.
O chefe do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR), Sergei Naryshkin, confirmou nesta quinta-feira que se reuniu com Ratcliffe em Moscou no início da semana.
Segundo Naryshkin, os dois tiveram uma reunião de trabalho e trataram de assuntos confidenciais relacionados às atividades dos respectivos serviços de inteligência. O dirigente russo afirmou ainda que encontros entre autoridades de inteligência podem ocorrer mesmo em períodos de tensão diplomática.
A reunião aconteceu enquanto Estados Unidos e Rússia mantêm relações delicadas e o governo Trump tenta avançar nas negociações para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.
Apesar da confirmação do encontro, não foi divulgada nenhuma informação que indique que Ratcliffe tenha levado ao Kremlin uma mensagem específica sobre um eventual ataque russo contra a Otan.
EUROPA MONITORA AÇÕES ATRIBUÍDAS À RÚSSIA
A declaração de Trump ocorre paralelamente ao aumento da atenção de países europeus sobre atividades atribuídas a Moscou.
Nos últimos anos, governos do continente relataram casos de sabotagem, ataques cibernéticos, espionagem e outras operações consideradas hostis. Embora essas ações não correspondam necessariamente a ataques militares convencionais, autoridades ocidentais avaliam que elas podem testar a capacidade de resposta dos países integrantes da Otan.
O termo “zona cinzenta” é utilizado para definir ações que ficam abaixo do nível de uma guerra declarada, mas que podem gerar impactos políticos, econômicos e estratégicos.
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Essas operações também são analisadas no contexto do apoio militar e diplomático oferecido pelos países da Otan à Ucrânia desde o início da guerra.