Tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, disse o presidente dos EUA em rede social.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão no Oriente Médio ao anunciar que pretende realizar uma nova ofensiva militar contra o Irã ainda nesta quinta-feira (11). Em uma publicação nas redes sociais, o líder norte-americano afirmou que os ataques serão conduzidos "com muita força" e declarou que os EUA pretendem assumir o controle de importantes áreas ligadas à produção e exportação de petróleo iraniano.
Segundo Trump, o alvo principal seria a Ilha de Kharg, considerada estratégica para a economia do Irã e responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. O presidente afirmou que Washington pretende controlar o mercado de petróleo e gás iraniano, comparando a estratégia à adotada pelos Estados Unidos após a queda do governo de Nicolás Maduro na Venezuela.
Pouco depois da publicação, Trump concedeu entrevista à emissora Fox News e reforçou a possibilidade de novos bombardeios. De acordo com ele, a operação desta noite será maior e mais intensa do que as anteriores. O republicano afirmou ainda que representantes iranianos estariam negociando com os Estados Unidos para tentar chegar a um acordo, mas criticou a postura de Teerã durante as conversas.
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As declarações provocaram reação imediata do governo iraniano. O chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã afirmou que qualquer nova ofensiva receberá uma resposta ainda mais dura. Autoridades iranianas também anunciaram o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
Esta será a terceira noite consecutiva de ataques norte-americanos contra alvos iranianos. O governo dos Estados Unidos afirma que as operações têm como objetivo atingir sistemas de defesa, comunicação e vigilância militar do país. Já o Irã acusa Washington de violar acordos e tornar praticamente inviável a manutenção do cessar-fogo que vinha sendo observado nas últimas semanas.
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Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou os bombardeios como ilegais e criminosos, responsabilizando os Estados Unidos pelas consequências da escalada militar. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com preocupação o agravamento da crise, diante do risco de que o conflito se espalhe por toda a região.