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Trump amplia cota para importação de carne bovina em tentativa de reduzir preços nos EUA
Foto: Divulgação

Medida libera mais 300 mil toneladas de carne magra e pode abrir espaço para aumento das exportações brasileiras ao mercado norte-americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (26) uma proclamação que aumenta temporariamente a quantidade de carne bovina que poderá ser importada pelos Estados Unidos com uma tarifa reduzida.

 

A decisão foi tomada diante da alta dos preços da carne no mercado norte-americano e da redução da oferta doméstica. A nova medida acrescenta 300 mil toneladas à cota tarifária destinada a determinados produtos bovinos.

 

O volume adicional será direcionado exclusivamente a aparas de carne bovina magra, utilizadas principalmente na produção de carne moída e hambúrgueres. Segundo o governo dos EUA, a ampliação da oferta deve contribuir para reduzir os preços pagos pelos consumidores.

 

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Na proclamação, Trump afirma que os preços da carne bovina aumentaram de maneira considerada injustificada para os consumidores americanos.

 

O governo aponta que a produção doméstica não tem sido suficiente para atender à demanda a preços considerados razoáveis. Entre os fatores citados está a redução do rebanho bovino dos Estados Unidos, que atingiu o menor nível em aproximadamente 75 anos.

 

Outro problema mencionado é a restrição à entrada de gado vivo procedente do México, adotada para impedir a disseminação da mosca-varejeira-do-novo-mundo, uma praga que pode afetar os animais.

 

COTA SERÁ LIBERADA EM TRÊS ETAPAS

 

As 300 mil toneladas adicionais serão disponibilizadas em três períodos de 30 dias.

 

1º de setembro: 100 mil toneladas;


1º de outubro: segunda parcela;


31 de outubro: terceira parcela.

 

A distribuição seguirá o sistema de ordem de chegada e permanecerá disponível até que o volume seja totalmente utilizado ou o respectivo período seja encerrado.

 

A nova cota será destinada à categoria de importações denominada “outros países ou áreas”. A medida não altera a cota adicional específica concedida anteriormente à Argentina.

 

GOVERNO VAI ACOMPANHAR PREÇOS

 

Além de ampliar o volume permitido, o governo americano criou um mecanismo para avaliar o impacto da medida sobre os preços.

 

O secretário de Agricultura e o representante comercial dos Estados Unidos deverão acompanhar os valores praticados para a carne importada. A expectativa é que os produtos beneficiados pela nova cota sejam comercializados por preços 25% inferiores ao valor de mercado das aparas magras de carne bovina.

 

Se o governo concluir que o desconto não está sendo aplicado, Trump poderá determinar a suspensão do restante da cota adicional.

 

BRASIL PODE AUMENTAR PARTICIPAÇÃO

 

O Brasil está entre os países que podem se beneficiar da mudança. Atualmente, a carne brasileira é incluída na cota compartilhada dos Estados Unidos destinada a outros países.

 

Em 2026, o limite dessa categoria foi reduzido para aproximadamente 52 mil toneladas e acabou sendo atingido ainda no início do ano.

 

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Com a ampliação anunciada por Trump, exportadores brasileiros poderão ter uma nova oportunidade de acesso ao mercado norte-americano, dependendo das condições comerciais e do espaço disponível dentro da cota. 

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