Presidente dos EUA afirma que pacto prevê entrega de armas, retirada gradual das tropas israelenses e criação de uma nova administração palestina para o território.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (30) que foi fechado um acordo para o desarmamento completo do Hamas e de outras facções armadas que atuam na Faixa de Gaza. A informação também foi confirmada por representantes do grupo palestino, que reconheceram o avanço das negociações.
Segundo Trump, o entendimento representa um marco no processo de paz para a região e estabelece uma série de medidas que deverão ser implementadas gradualmente nas próximas semanas.
Pelo plano apresentado, o desarmamento ocorrerá por etapas. À medida que as armas forem entregues, as tropas de Israel iniciarão uma retirada progressiva da Faixa de Gaza. Paralelamente, uma força internacional de estabilização e uma nova polícia palestina assumirão a responsabilidade pela segurança do território.
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Autoridades norte-americanas afirmam que a implementação será realizada em coordenação com o governo israelense. Além disso, os Estados Unidos trabalham na formação de uma administração palestina de caráter técnico para governar Gaza, substituindo tanto o Hamas quanto a atual Autoridade Palestina na condução dos assuntos locais.
Representantes do Hamas informaram que as armas serão entregues sob supervisão de um comitê responsável pela administração da Faixa de Gaza. De acordo com integrantes do grupo, esse órgão será a única instituição autorizada a armazenar e controlar armamentos no território após a conclusão do processo.
O acordo foi mediado com apoio diplomático do Egito, Catar e Turquia e integra o plano de paz anunciado por Trump em outubro de 2025, que busca encerrar definitivamente o conflito na região e iniciar a reconstrução de Gaza.
Apesar do anúncio, fontes do governo de Israel afirmaram que ainda analisam a proposta e destacaram que o país mantém como condição essencial a desmilitarização total da Faixa de Gaza, incluindo a retirada completa de armas e estruturas militares ligadas ao Hamas.
Trump atribuiu o avanço das negociações ao chamado Conselho da Paz, iniciativa criada por seu governo para coordenar ações de segurança e reconstrução no território palestino. O projeto, no entanto, enfrenta críticas de parte da comunidade internacional, que vê a estrutura como uma alternativa à atuação tradicional das Nações Unidas (ONU).
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Embora o anúncio seja considerado um passo importante nas negociações, os detalhes do acordo ainda deverão passar por novas etapas de implementação e acompanhamento entre as partes envolvidas.