Nidal Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 durante ataque a tiros na base de Fort Hood, no Texas, em 2009
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a execução de Nidal Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército americano condenado pelo ataque a tiros que deixou 13 mortos e 32 feridos na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.
A execução está prevista para ocorrer em 3 de dezembro, às 14h, pelo horário do leste dos Estados Unidos. Segundo o Exército americano, Hasan será morto por um pelotão de fuzilamento.
A autorização foi anunciada pelo Pentágono na segunda-feira (5). O secretário de Guerra, Pete Hegseth, recomendou o método de execução, posteriormente autorizado por Trump. No dia seguinte, o secretário interino do Exército, Adam Telle, confirmou a data estabelecida para o cumprimento da sentença.
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Hasan foi condenado em 2013 por 13 acusações de assassinato premeditado e 32 acusações de tentativa de assassinato. Um painel composto por 13 oficiais recomendou por unanimidade a aplicação da pena de morte.
Durante o julgamento, o ex-militar admitiu ter realizado o ataque em 5 de novembro de 2009. Na ocasião, ele entrou em um centro de processamento da base, onde militares passavam por exames médicos antes de serem enviados ao Afeganistão, e abriu fogo contra as pessoas no local.
ATAQUE EM FORT HOOD
Hasan declarou durante o julgamento que os militares que seriam enviados ao Afeganistão eram seus alvos. Segundo o depoimento apresentado no processo, ele afirmou que pretendia proteger integrantes do Talibã das forças americanas.
Depois de iniciar os disparos, Hasan deixou o prédio e foi confrontado pelos policiais Mark Todd e Kim Munley. Durante a troca de tiros, ele foi atingido e posteriormente imobilizado.
Segundo informações apresentadas no processo, os policiais encontraram com o então major uma segunda arma, carregadores adicionais e um telefone celular. As investigações também resultaram na apreensão de 177 cartuchos de munição.
Hasan ficou paralisado da cintura para baixo após ser baleado durante o confronto e passou a utilizar cadeira de rodas.
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Caso a execução seja realizada conforme o calendário previsto, Hasan será o primeiro integrante do Exército dos Estados Unidos executado por um pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial, segundo autoridades americanas.