Presidente americano recuou depois de resistência de republicanos, democratas e religiosos; Nidal Hasan foi responsável por ataque a uma base militar no Texas em 2009
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, condenado pelo ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, não será transmitida ao vivo. A decisão representa uma mudança de posição após a proposta de exibir publicamente a morte do ex-psiquiatra do Exército provocar críticas de políticos dos dois partidos e de representantes religiosos.
Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir dezenas durante o ataque ocorrido em novembro de 2009. Na época, ele atuava como psiquiatra militar. Durante a resposta das forças de segurança, foi baleado e ficou paralisado da cintura para baixo.
A execução está prevista para 3 de dezembro de 2026 e deverá ocorrer por um pelotão de fuzilamento. A proposta de transmissão havia sido anunciada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que defendia tornar o procedimento público. A iniciativa, porém, enfrentou resistência até mesmo entre integrantes do governo e aliados republicanos.
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Trump havia argumentado inicialmente que exibir a execução poderia servir como forma de dissuasão contra futuros ataques terroristas. Depois, afirmou que muitas pessoas de boa-fé preferiam não assistir à morte do condenado por meio de uma transmissão ou de qualquer outro recurso visual.

Foto: Reprodução
O vice-presidente JD Vance também demonstrou reservas sobre a exibição pública e declarou que não assistiria à execução caso ela fosse transmitida. Críticos alertaram que as imagens poderiam ser utilizadas como propaganda por grupos extremistas e transformar o procedimento em um espetáculo.
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Com a decisão, a execução deverá ocorrer na data prevista, mas sem transmissão ao vivo. Familiares imediatos das vítimas poderão acompanhar o procedimento presencialmente, caso desejem. O caso reacendeu o debate nos Estados Unidos sobre a pena de morte, os limites da exposição pública de execuções e o papel do governo na divulgação de punições judiciais.