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Trump critica de novo a China e diz que Xi Jinping é 'extremamente difícil de fazer acordo'
Foto: Reprodução

Os comentários de Trump levantam dúvidas sobre se a frágil trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo irá se manter

O presidente Donald Trump afirmou que o líder chinês Xi Jinping é muito difícil de negociar, levantando dúvidas sobre a estabilidade de uma trégua econômica frágil entre as duas maiores economias do mundo. A declaração do presidente americano foi feita em uma publicação nas redes sociais durante a madrugada.

 

China e Estados Unidos divergem em vários assuntos e ainda não confirmaram planos para uma ligação entre os dois líderes – algo que a Casa Branca disse esperar que aconteça ainda esta semana.

 

“Eu gosto do Presidente XI da China, sempre gostei e sempre vou gostar, mas ele é MUITO DURO, E EXTREMAMENTE DIFÍCIL DE FAZER UM ACORDO!!!” postou Trump na Truth Social por volta das 2h17 no horário de Washington.

 

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"O princípio e a posição da China no desenvolvimento das relações China-EUA são consistentes", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, durante a coletiva de imprensa que normalmente acontece às quartas-feiras, ao ser questionado sobre a publicação de Trump nas redes sociais a respeito de Xi.A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito durante a madrugada após a postagem de Trump.

 

As tensões entre os dois países voltaram a aumentar após uma trégua tarifária em maio. Nas últimas semanas, o governo Trump proibiu o envio de peças críticas de motores a jato para a China, restringiu o acesso de Pequim a softwares de design de chips e buscou impor novas restrições aos chips da Huawei.Autoridades americanas também anunciaram, na semana passada, um plano para começar a revogar vistos de estudantes chineses.

 

Além do desgaste nas relações econômicas, as tensões geopolíticas também estão crescendo. No fim de semana, o Ministério das Relações Exteriores da China protestou contra a declaração do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, feita durante um encontro de chefes militares, de que a China representa uma ameaça iminente a Taiwan, ilha autogovernada que é reivindicada por Pequim.

 

A reação do mercado foi moderada após a postagem de Trump sobre Xi, já que as tensões entre os EUA e a China haviam aumentado nos últimos dias. Um índice de ações chinesas negociadas em Hong Kong reduziu os ganhos para 0,5%, o Bloomberg Dollar Index caiu 0,1%, enquanto os títulos do Tesouro dos EUA permaneceram estáveis, com o rendimento de 10 anos em 4,45%.

 

Trump expressou esperança na sexta-feira de que em breve conversaria com Xi, dizendo a repórteres no Salão Oval da Casa Branca que a China violou parte do acordo feito entre os dois países em Genebra para reduzir tarifas e aliviar tensões, mas completou: “tenho certeza de que falarei com o presidente Xi e, com sorte, resolveremos isso.” China, por sua vez, rejeitou a acusação dos EUA de ter violado acordo sobre tarifas.

 

Embora a China ainda não tenha confirmado planos para conversas diretas entre os líderes, a Casa Branca tem insistido repetidamente que Trump e Xi “provavelmente” falarão ainda esta semana.

 

Um ponto-chave de impasse parece ser os minerais críticos. Autoridades do governo Trump acusaram Pequim de continuar restringindo o acesso a ímãs de terras raras, apesar da decisão de Washington no mês passado de reduzir tarifas ter dependido da suspensão desses controles por parte da China.

 

Uma complicação é que EUA e China parecem ter entendimentos diferentes sobre o que foi acordado em relação às terras raras nas negociações comerciais do mês passado em Genebra, afirmou Cory Combs, chefe de pesquisa sobre a cadeia de suprimento de minerais críticos da Trivium China, à Bloomberg TV.

 

— Do lado dos EUA, agora parece claro que havia a impressão de que Pequim removeria completamente a exigência de uma aprovação — disse Combs. — Mas não é isso que Pequim parece achar que foi acordado.

 

Por sua parte, Pequim acusou os Estados Unidos de impor unilateralmente novas restrições discriminatórias e prometeu retaliar caso os EUA insistam em seguir seu próprio caminho.Trump há muito afirma que conversas diretas com Xi são a única maneira de resolver as diferenças entre as duas nações, mas o líder chinês tem se mostrado relutante em falar ao telefone com seu homólogo americano — preferindo que seus assessores negociem os pontos-chave.

 

Outro motivo é que a segunda maior economia do mundo demonstrou resiliência frente ao regime tarifário mais rigoroso dos EUA em um século. No entanto, embora os gastos recordes do governo e os estímulos tenham sustentado o crescimento no primeiro trimestre, o setor manufatureiro encolheu nos últimos meses.

 

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Os preços dos imóveis continuam em queda, mantendo uma longa trajetória de baixa e pressionando o poder de compra dos consumidores cuja riqueza está atrelada ao setor imobiliário.Trump já havia sinalizado o desejo de realizar uma ligação com seu homólogo chinês já em fevereiro e, mais tarde, afirmou estar disposto a viajar até a China para se encontrar com Xi — embora nenhum encontro desse tipo tenha sido agendado até agora. 

 

Fonte: O Globo

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