Navio dos EUA na Groenlândia durante a Segunda Guerra Mundial. (Foto: Arquivo Nacional dos EUA)
Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na manhã dessa última terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país foi “estúpido” por “devolver” a Groenlândia à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial. A declaração ocorreu em meio a tensões com líderes europeus sobre a ideia, defendida por Trump, de adquirir a ilha ártica.
“Colocamos bases militares na Groenlândia para defendê-la e salvá-la. Fortificamos a Dinamarca, impedimos que os inimigos conquistassem a ilha. Demos a Groenlândia de volta para a Dinamarca, que ideia estúpida. E olha o quão ingratos eles são agora”, disse Trump, reforçando críticas à Europa e à Dinamarca.
No entanto, historicamente, os fatos não correspondem exatamente à narrativa do presidente americano. Entre 1941 e 1945, os Estados Unidos ocuparam a Groenlândia temporariamente, após a Alemanha nazista invadir a Dinamarca em 1940. A ilha funcionou como um protetorado americano durante a guerra, com a assinatura do acordo de “Defesa da Groenlândia”, permitindo a construção de bases militares.
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A “ocupação” terminou oficialmente com a rendição da Alemanha em 1945, mas os EUA mantiveram presença militar estratégica no território ártico. Em 1946, o governo americano chegou a propor a compra da Groenlândia por US$ 100 milhões ou a troca de terras ricas em petróleo no Alasca por parte da ilha, mas as negociações não avançaram. Mesmo assim, os Estados Unidos continuam com bases militares na Groenlândia até hoje.
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No discurso, Trump afirmou não pretender usar a força para anexar a ilha, mas manteve o argumento de que os EUA seriam os únicos capazes de garantir a segurança do território. “Tenho respeito tremendo às pessoas da Groenlândia e da Dinamarca, mas acredito que nenhum outro país consegue manter a segurança da Groenlândia a não ser os Estados Unidos”, declarou.
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Navio dos EUA na Groenlândia durante a Segunda
Guerra Mundial. (Fotos:Arquivo Nacional dos EUA)
Apesar de críticas de líderes europeus e da União Europeia, que reforçam que a ilha não será vendida, Trump afirmou que participou do Fórum Econômico Mundial em busca de negociações para adquirir o território. A Dinamarca, no entanto, já deixou claro que não cogita discutir a venda da Groenlândia, que permanece sob sua soberania.
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