Presidente norte-americano não tem presença confirmada no jogo contra o Paraguai e deve ser representado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
A abertura da participação dos Estados Unidos na Copa do Mundo deverá acontecer sem a presença do presidente Donald Trump nas arquibancadas. A expectativa é que o governo norte-americano seja representado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, durante a partida contra o Paraguai, marcada para esta sexta-feira (12), no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Apesar das especulações sobre sua ausência, Trump ainda não confirmou oficialmente se comparecerá ao confronto. Em entrevista concedida ao jornal New York Post no mês passado, o presidente comentou os preços dos ingressos do torneio e afirmou que não pretendia pagar para assistir aos jogos.
Outro líder de uma das nações anfitriãs que também não deverá acompanhar a estreia de sua seleção é o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. O chefe de governo canadense cumpre agenda internacional na Europa para participar de reuniões do G7. Enquanto isso, a seleção canadense estreia diante da Bósnia e Herzegovina, em Toronto.
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HISTÓRICO DE REAÇÕES DO PÚBLICO
A possível ausência de Trump acontece em meio a episódios recentes de manifestações de torcedores em eventos esportivos. Em aparições públicas durante competições realizadas nos Estados Unidos, o presidente recebeu reações negativas de parte do público presente, incluindo vaias registradas em partidas de grande repercussão.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também optou por não participar da cerimônia de abertura diretamente do Estádio Azteca, contrariando uma tradição comum entre chefes de Estado dos países-sede.
Em vez disso, a mandatária acompanhou o início do torneio em um centro esportivo comunitário na Cidade do México, ao lado de moradores. A participação foi compartilhada em vídeos publicados nas redes sociais.
Às vésperas da Copa do Mundo, a política migratória dos Estados Unidos voltou ao centro das discussões internacionais. Trump defendeu as medidas adotadas por sua administração e afirmou que o país está empenhado em garantir segurança e controle na entrada de visitantes durante a competição.
O tema ganhou repercussão após questionamentos de organismos internacionais e relatos envolvendo viajantes submetidos a procedimentos rigorosos de fiscalização ao chegarem ao território norte-americano.
Entre os casos que chamaram atenção está o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teria enfrentado dificuldades para ingressar no país mesmo possuindo visto diplomático. Também foram divulgados relatos sobre inspeções reforçadas aplicadas a integrantes de delegações estrangeiras durante a chegada aos Estados Unidos.
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Com partidas distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá, a Copa do Mundo mobiliza milhões de torcedores e mantém em evidência temas que vão além do futebol, incluindo segurança, logística e circulação internacional de visitantes.