Presidente americano afirmou, em entrevista a apresentador de rádio, que visita do alto funcionário de seu governo à Rússia não está relacionada nem ao Irã e nem às ameaças feitas pelo governo Putin à Otan
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26) que o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma visita de “semirrotina” a Moscou na terça-feira (25). A declaração ocorre após a viagem secreta do chefe da agência de inteligência americana provocar especulações sobre os motivos da missão.
Segundo Trump, a viagem pode estar relacionada aos esforços para tentar encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia. Em entrevista ao apresentador de rádio Glenn Beck, o presidente afirmou que os Estados Unidos “gostariam de ver o fim da guerra” e indicou que algum resultado pode surgir dos contatos realizados durante a visita.
O Kremlin confirmou que Ratcliffe esteve em Moscou e manteve conversas com integrantes dos serviços de inteligência russos. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou, porém, que o diretor da CIA não se reuniu com o presidente Vladimir Putin. Segundo ele, Putin foi informado sobre o resultado dos encontros.
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Trump também negou que a missão tenha relação com possíveis ameaças russas contra países da Otan ou com o conflito envolvendo o Irã. A viagem ganhou ainda mais atenção porque foi realizada sem anúncio oficial e representa a primeira visita conhecida de um diretor da CIA a Moscou desde 2021, quando William Burns ocupava o cargo.
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A movimentação ocorreu em meio às tentativas de Washington de avançar nas negociações para encerrar a guerra na Ucrânia. Antes da chegada de Ratcliffe a Moscou, os Estados Unidos pediram à Ucrânia que suspendesse temporariamente ataques contra alvos em território russo durante a permanência da delegação americana. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo das conversas entre os serviços de inteligência dos dois países.