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Trump diz que Irã 'não tem cartas' além do controle de Ormuz
Foto: Reprodução

Declarações foram feitas nesta sexta-feira na rede social Truth

O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que o Irã “não tem cartas” nas próximas negociações com os Estados Unidos — além do controle efetivo de Teerã sobre o estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte marítimo de petróleo.

 

— Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas, além de uma extorsão de curto prazo do mundo ao usar vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual ainda existem hoje é para negociar — escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.

 

Em outro post, ele também afirmou que "os iranianos são melhores em lidar com a mídia de notícias falsas e com 'relações públicas' do que em lutar".

 

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Segundo a rede BBC, Trump mencionou relatos de cobrança a embarcações que cruzam a rota estratégica: "Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz". Em seguida, fez um alerta direto: "é melhor parar agora".

 

— O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos! — publicou o presidente americano.

 

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, por onde passam cerca de 20% do petróleo global, além de volumes significativos de gás natural liquefeito.

 

A situação também mobilizou aliados. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, discutiu o tema com Trump. Os dois teriam tratado da necessidade "de um plano prático para fazer o transporte marítimo voltar a fluir".

 

Apesar da escalada de tensões, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã segue em vigor, embora cercado de incertezas.

 

CONFLITO PERSISTE NO LÍBANO


No terreno, o cenário permanece instável. No Líbano, não há cessar-fogo, e o Exército israelense continua ocupando grande parte do sul do país. Autoridades locais relatam que uma onda de ataques ocorrida na quarta-feira deixou mais de 300 mortos e mil feridos.

 

Mesmo após esses episódios, novos ataques entre Israel e Hezbollah foram registrados durante a noite.

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou a posição do governo ao afirmar que "não há cessar-fogo no Líbano". A declaração ocorreu horas depois de ele indicar que pretende iniciar negociações diretas com o governo libanês.

 

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Em paralelo, há relatos de que uma base da guarda nacional no Kuwait foi atacada por drones, em um episódio cuja autoria não foi identificada. 

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