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Trump e Milei vão se reunir para discutir apoio bilionário à Argentina
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

Reunião na Casa Branca entre Donald Trump e Javier Milei discutirá acordo de US$ 20 bilhões e cooperação militar entre Argentina e EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá o presidente argentino, Javier Milei, na Casa Branca em 14 de outubro, conforme o anunciado nesta terça-feira (30/9), pelo Ministério das Relações Exteriores da Argentina. A reunião ocorre na mesma semana em que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) se reúnem em Washington.

 

O principal objetivo do encontro é discutir um apoio financeiro de US$ 20 bilhões para a Argentina, sob a forma de uma “linha de swap” — acordo entre bancos centrais para trocar moedas, fornecendo liquidez em dólares e estabilizando o câmbio — anunciada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

 

Tal mecanismo permitirá ao banco central argentino obter dólares temporariamente, reforçando suas reservas e proporcionando maior estabilidade à economia local sem recorrer a empréstimos tradicionais.

 

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A iniciativa foi alvo de críticas de republicanos nos EUA, especialmente porque a Argentina vem exportando grandes volumes de soja para a China, principal rival comercial de Trump.

 

No mercado, a expectativa de apoio americano já provocou flutuações nos títulos argentinos em dólar e na cotação do peso. Após uma leve valorização inicial, os papéis voltaram a recuar, refletindo a falta de detalhes sobre os termos do swap.

 

Além do aspecto econômico, a cooperação militar também entra na pauta. Em decreto presidencial publicado nesta terça-feira no Diário Oficial, Milei autorizou a entrada de tropas norte-americanas na Argentina para participar de dois exercícios conjuntos.

 

O primeiro, chamado “Solidariedade”, ocorrerá de 6 a 10 de outubro em Puerto Varas, no Chile, com foco em assistência a desastres. Já o segundo, “Trident”, vai de 20 de outubro a 15 de novembro, em bases navais argentinas, e envolve treinamentos combinados em combate e ajuda humanitária.

 

A decisão presidencial gerou controvérsia, pois a Constituição argentina exige aprovação do Congresso para entrada de tropas estrangeiras no país. O decreto argumenta que um projeto de lei já foi enviado à Câmara dos Deputados, mas ainda não foi analisado.

 

O apoio dos EUA à Argentina insere-se em um contexto mais amplo de política regional, incluindo a pressão americana sobre a Venezuela, governada por Nicolás Maduro, que os EUA classificam como líder de organização terrorista.

 

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Argentina, Equador e Paraguai alinharam-se recentemente à posição de Washington sobre o tema.

 

Fonte: Metrópoles

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