Os últimos estados incorporados ao território dos EUA foram o Alasca e o Havaí, ambos em 1959
Uma nova declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou forte repercussão internacional após ele afirmar que estaria “considerando seriamente” transformar a Venezuela no 51º estado norte-americano. A fala foi divulgada por jornalistas ligados à imprensa americana e rapidamente gerou reações de autoridades venezuelanas e especialistas em política internacional.
Segundo relatos divulgados pela imprensa dos EUA, Trump comentou a possibilidade durante uma conversa telefônica com um jornalista da Fox News. A ideia, no entanto, é vista como extremamente improvável do ponto de vista político e jurídico, já que a Constituição americana determina que apenas o Congresso pode aprovar a entrada de novos estados no país.
A proposta também dependeria da aprovação do próprio governo venezuelano e de amplo apoio popular no país sul-americano, algo considerado praticamente inviável no atual cenário diplomático. Especialistas apontam que a declaração tem forte tom político e reforça o histórico de discursos expansionistas de Trump.
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reagiu imediatamente às falas do republicano e afirmou que a soberania do país “jamais será negociada”. Segundo ela, a Venezuela continuará defendendo sua independência diante de qualquer tentativa de interferência estrangeira.
Nos últimos meses, a relação entre Estados Unidos e Venezuela ficou ainda mais tensionada após operações militares americanas e o aumento da pressão política sobre o governo venezuelano. Trump também já havia sugerido anteriormente ampliar a influência dos EUA sobre outros territórios estratégicos, como Groenlândia e Canadá.
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Apesar da repercussão, analistas avaliam que a anexação da Venezuela pelos Estados Unidos não possui viabilidade prática no momento. A declaração, porém, aumentou o desgaste diplomático entre os dois países e voltou a colocar a América Latina no centro do debate político internacional.