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Trump quer que Europa reembolse EUA por ajuda militar enviada à Ucrânia durante governo Biden
Foto: Reprodução

Presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (E), e dos EUA, Donald Trump, em reunião durante a cúpula da Otan, em Ancara

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (3) que pretende cobrar dos países europeus o reembolso pela ajuda militar concedida à Ucrânia durante o governo do ex-presidente Joe Biden.

 

Segundo Trump, os países europeus deveriam assumir uma parcela maior dos custos do apoio ocidental a Kiev na guerra contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos.

 

“Centenas de bilhões de dólares foram dados à Ucrânia e à Otan, de graça, que a Europa teria pago se tivesse sido solicitada, mas nós vamos pedir esse dinheiro, ainda que com algum atraso”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

 

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O presidente, porém, não especificou quais países europeus seriam cobrados nem quanto cada um teria de pagar.

 

Trump também sinalizou uma possível suspensão temporária das vendas de munições para outros países. Segundo ele, os Estados Unidos estão reforçando seus próprios estoques e se preparando para eventuais contingências.

 

“Estamos ficando com (munições) para nós mesmos, em vez de vendê-las a outros, mas as vendas para os aliados em breve voltarão”, afirmou.

 

Desde o ano passado, Estados Unidos e Otan utilizam a chamada “Lista de Requisitos Prioritários” para viabilizar o envio de armas americanas à Ucrânia. Nesse modelo, os países europeus compram armamentos dos Estados Unidos e os repassam a Kiev, em vez de Washington fornecer diretamente os equipamentos, como ocorria durante o governo Biden.

 

Trump também negou informações de que as Forças Armadas americanas estariam ficando sem munição durante a guerra contra o Irã.

 

“Temos quantidades praticamente ilimitadas de munição de calibre médio e alto”, escreveu, acrescentando que a produção de projéteis estaria em níveis recordes.

 

TRUMP DIZ QUE RÚSSIA NÃO ATACARÁ A OTAN

 

Na semana passada, Trump afirmou que a Rússia não pretende atacar países integrantes da Otan, ao minimizar relatos de que o diretor da CIA, John Ratcliffe, teria viajado secretamente a Moscou para alertar as autoridades russas contra uma eventual ofensiva.

 

“A Rússia não vai atacar o território da Otan”, declarou Trump, acrescentando que mantém “boas conversas” com o presidente russo, Vladimir Putin.

 

Segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal, a possível viagem de Ratcliffe teria como objetivo justamente alertar Moscou sobre as consequências de um eventual ataque a um país membro da aliança.

 

Autoridades americanas estariam preocupadas com a possibilidade de Putin, pressionado pelos efeitos da guerra na Ucrânia, adotar alguma medida agressiva contra um aliado europeu.

 

Trump, por sua vez, classificou a suposta viagem como uma “visita de semirrotina” e negou que estivesse relacionada a qualquer ameaça russa.

 

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Com informações da AFP.

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