País que já estava fora do Acordo de Paris classificou como contrárias aos interesses dos EUA acordos e organizações-chave da governança climática, ambiental e de direitos humanos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma ordem executiva retirando os Estados Unidos de 35 organizações não pertencentes à ONU e de 31 entidades das Nações Unidas, incluindo alguns dos principais fóruns globais de cooperação em clima, biodiversidade, direitos humanos, gênero e desenvolvimento sustentável.
A decisão, assinada pelo presidente norte-americano, é resultado de uma revisão conduzida pelo Departamento de Estado com base na Ordem Executiva 14199, de fevereiro de 2025, que avaliou a participação do país em organizações multilaterais consideradas “contrárias aos interesses dos Estados Unidos”.
Entre as entidades das quais o país pretende se retirar estão o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e o programa da ONU para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).
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Também aparecem na lista a ONU Mulheres, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Fórum Permanente da ONU sobre Pessoas de Descendência Africana e a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na última quarta-feira (7) uma ordem executiva retirando os Estados Unidos de 35 organizações não pertencentes à ONU e de 31 entidades das Nações Unidas, incluindo alguns dos principais fóruns globais de cooperação em clima, biodiversidade, direitos humanos, gênero e desenvolvimento sustentável. A decisão, assinada pelo presidente norte-americano, é resultado de uma revisão conduzida pelo Departamento de Estado com base na Ordem Executiva 14199, de fevereiro de 2025, que avaliou a participação do país em organizações multilaterais consideradas “contrárias aos interesses dos Estados Unidos”.
Entre as entidades das quais o país pretende se retirar estão o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e o programa da ONU para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+). Também aparecem na lista a ONU Mulheres, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Fórum Permanente da ONU sobre Pessoas de Descendência Africana e a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
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Foto: Reprodução
O memorando da Casa Branca ordena que todos os departamentos e agências do Executivo adotem “medidas imediatas” para efetivar a retirada, o que, no caso das entidades da ONU, significa cessar a participação e o financiamento, na medida permitida pela legislação interna. A decisão aprofunda um movimento de afastamento dos Estados Unidos de instâncias multilaterais justamente em um momento de agravamento das crises climática e ambiental globais.
O IPCC, por exemplo, é considerado o principal organismo científico responsável por consolidar o consenso internacional sobre as causas e impactos do aquecimento global, enquanto a UNFCCC estrutura as negociações climáticas entre países, incluindo acordos como o de Paris. Já a IPBES desempenha papel central na avaliação da perda de biodiversidade e de seus impactos socioeconômicos.
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Além da agenda ambiental, o memorando também alcança organismos ligados à igualdade de gênero, proteção de crianças em conflitos armados, combate à violência sexual, governança democrática e justiça internacional. A decisão de se retirar da ONU Mulheres e de escritórios da ONU dedicados à proteção de crianças e populações vulneráveis gerou preocupação entre organizações da sociedade civil, que veem no gesto um sinal de enfraquecimento do compromisso dos EUA com agendas históricas de direitos humanos.
Fonte: O Eco