Segundo o tribunal, registro ocorreu por alguém que possuía as credenciais da própria legenda para realizar filiações
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido Missão não ocorreu por causa de um ataque hacker. Segundo a Corte, o registro foi feito por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que tinha acesso às credenciais da própria legenda para realizar filiações.
Em nota, o TSE informou que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que sejam tomadas as providências cabíveis. O ministro também determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária para investigar quem utilizou as credenciais e em quais circunstâncias a filiação foi realizada.
Mais cedo, a defesa de Flávio havia levantado a hipótese de uma invasão após identificar que o senador aparecia como filiado ao Missão durante os preparativos para o registro da candidatura à Presidência pelo PL. A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, classificou a alteração como fraudulenta. Flávio também afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que seus adversários estariam tentando impedir sua candidatura.
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O Partido Liberal, que era a legenda de Flávio, já protocolou um pedido para desfazer a filiação ao Missão. O requerimento está sendo analisado pela Justiça Eleitoral. A situação precisa ser resolvida para que a campanha consiga concluir o registro da candidatura do senador pelo PL.
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Foto: Divulgação
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O caso também envolve o próprio Missão, que afirmou anteriormente ter identificado uma tentativa de filiação fraudulenta e disse ter comunicado o gabinete de Flávio sobre o problema. Com a abertura do inquérito, a investigação deverá esclarecer quem utilizou as credenciais da legenda, como o registro foi efetivado e se houve participação de outras pessoas no episódio.