Carlos Hernandez Ortiz tentou impedir a fuga após ser roubado na região da Pedra do Sal; um suspeito foi preso e outros dois são procurados
O turista mexicano Carlos Hernandez Ortiz morreu após ser vítima de um roubo e tentar impedir a fuga dos criminosos na região da Pedra do Sal, no Centro do Rio de Janeiro. O caso aconteceu na madrugada desta terça-feira (29).
Segundo a Polícia Civil, Carlos tentou impedir que os assaltantes fugissem e pulou sobre o capô do carro utilizado pelo grupo. O motorista teria acelerado o veículo, fazendo com que o turista caísse e batesse a cabeça no chão.
Carlos chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) como latrocínio, roubo seguido de morte.
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Um homem identificado como Guilherme do Nascimento Pinto foi preso e, segundo a investigação, teria levado dois comparsas até a região da Pedra do Sal por volta das 2h. De acordo com a Polícia Civil, os dois suspeitos desceram do veículo nas proximidades da Praça Mauá e abordaram três pessoas que aparentavam estar embriagadas.
Durante o depoimento, Guilherme teria contado aos investigadores que o grupo utilizava uma estratégia para se aproximar das vítimas. Os suspeitos simulavam uma abordagem amistosa, chegando a abraçar as pessoas antes de roubar seus pertences.
Uma câmera de segurança da Polícia Federal registrou a ação e mostra o momento em que os criminosos se aproximam e abraçam Carlos.
Ainda conforme o depoimento atribuído ao suspeito, depois que os celulares foram roubados, uma das vítimas teria subido no capô do veículo para tentar impedir a fuga. Guilherme afirmou que um dos comparsas ordenou que ele acelerasse o carro e que ele obedeceu, provocando a queda da vítima.
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Dinâmica da abordagem — Foto: Reprodução
Por volta das 5h, os três homens foram abordados por agentes da Polícia Federal. Dois conseguiram fugir, enquanto Guilherme foi preso em flagrante ao volante do carro que teria sido utilizado no crime.
Segundo a Polícia Civil, Guilherme confessou participação no roubo durante o interrogatório. Ele também teria relatado envolvimento em outros cinco ou seis crimes semelhantes e afirmado que recebia cerca de R$ 500 por cada ação.
Ainda de acordo com o depoimento, o grupo conseguia roubar aproximadamente oito ou nove celulares por dia.
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A Polícia Civil solicitou à Justiça que a prisão em flagrante de Guilherme seja convertida em preventiva. As equipes continuam as buscas pelos outros dois suspeitos envolvidos no crime.